Tenho dito e repetido aqui e por aí que todo encontro nos transforma.
Às vezes, um pouquinho. Outras, um montão.
Na live que participei com a astróloga Juliana Moura, sobre o meu livro Reviravolta no Céu – uma revisão feminista da astrologia, na quinta-feira, não foi diferente.
Sai emocionada ao me dar conta de que eu não era a única a sentir os desconfortos sobre os quais eu dialogo no livro. E que o propósito de inspirar reviravolta, de instigar repensar o que nos foi ensinado como “é a ordem do universo” e provocar movimento a partir disso, está acontecendo.
Sentimento esse que também me atravessou nas trocas que tive com outra jovem astróloga incrível, a Nati Machado.
Sai da live com coração esperançoso, quentinho, vendo essa nova geração de astrólogas e mulheres questionando ideias ultrapassadas, que nos foram impostas como verdades por homens que jamais duvidaram e sempre abonaram o fato de ter sido atribuído à natureza da mulher condições tidas como inferiores, bobagens, coisas de menor valor. Afinal, para esses homens, a mulher era e sempre seria um ser defeituoso.
Lendo A Criação da Consciência Feminista, da historiadora Gerda Lerner, no qual ela mostra o processo de 1200 anos necessário para que a consciência que temos hoje se formasse, duas coisas ficam claras.
A primeira é o quanto o isolamento, a falta de acesso ao que já havia sido pensado antes por mulheres, contribuiu para essa demora.
A segunda, o quanto a formação de salões, grupos, foi essencial e transformadora nesse processo.
Por isso, sai da live feliz sabendo que Ju tem um grupo assim e que esse é o propósito do Clube de Astrologia para Mulheres, que começo esse mês: criar espaço para ampliarmos repertório e a autopercepção de nós mesmas. Como? Usando os arquétipos dos planetas e suas histórias, contadas com essa nova visão de mundo.
Por fim, sai da live pensando no quanto estou vivendo na minha práxis o que escrevi nos capítulos finais de Reviravolta no Céu, sobre o poder transformador dos encontros, e que deixo aqui pra você.
“Hoje sei que é nos encontros que as transformações acontecem no universo, na Terra e entre nós. … É através dos encontros que vamos nos transformando e mudando o mundo que nos cerca. Pouco a pouco, passo a passo, num processo muitas vezes silencioso, mas sempre potente. …
É na potência dos encontros, com pequenas ações e muita prosa em nossos grupos e comunidades, dia após dia, que vamos tecendo coletivamente as mudanças em nós, nas nossas comunidades e ao nosso redor, nas mais diversas áreas. Assim vamos construindo a transformação que desejamos ver no mundo.“
Imagem de Nick Fewings/Unsplash
