Tempos atrás, contei um causo por aqui, sobre como acabei descobrindo o arquétipo da alma empática e como isso mudou minha forma de ver e me relacionar com o sentir demais e muito.
Diz o astrólogo Robert Ohotto que esse arquétipo das almas empáticas se tornou coletivo e muito mais presente entre nós nos últimos 200 anos, em função da incrível escalada da capacidade humana nossa de violência e destruição, decorrente dos avanços tecnológicos a partir da Revolução Industrial. E está aí a bomba atômica e tantas outras armas pra provar isso, infelizmente. Como tecnologia sem consciência e sem ética gera monstruosidades.
O que me faz pensar em outro arquétipo, sobre o qual falei ontem aqui: o da Terra, Gaia, a provedora de toda a vida. Um arquétipo que, depois de milhares de anos adormecido em nosso mundo interior, despertou coletivamente em nossa consciência e imaginário. O que contei no Ensaio sobre a Terra.
Escrevendo agorinha o post aqui, me dei conta do quanto esses dois arquétipos, o da alma empática e o da Terra, estão conectados na nossa psique, no nosso universo interior, por um mesmo anseio: o de manter a vida (a nossa e de todas as demais espécies) no planeta.
Saber que sentimos muito para nos colocarmos à serviço da vida, e ver, nas mais diversas áreas, pessoas comprometidas com novas narrativas e iniciativas que desafiam a visão de mundo predominante, ajudando a decolonizar o pensamento, desconstruir conceitos ultrapassados e, com atitudes e com ação, vem fazendo a realidade melhor pra todos e não apenas para alguns, faz meu peito transborda de entusiasmo e alegria! Mais ainda nesse dia da Terra.
Porque, ao escrever o Ensaio, ficou clara pra mim a necessidade e urgência de estabelecer uma nova forma de entendermos e nos relacionarmos com a Terra e os demais seres e espécies com quem compartilhamos o planeta, pois a preservação da vida como conhecemos e da nossa espécie aqui depende disso, do reflorescer da Terra, do arquétipo de Gaia, no imaginário coletivo. E, com ela, o da alma empática, e a consciência que ambas simbolizam nas nossas mentes e corações.
