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Ensaio sobre a Terra

CAPA ENSAIO SOBRE A TERRA

Ensaio sobre a Terra nasceu de uma inquietação diante da ausência da Terra entre os planetas na Astrologia. Pesquisando sobre o tema, a escritora, astróloga e jornalista Marília Rizzon identificou a influência do patriarcado nessa história e sua associação com a forma equivocada como tratamos a Terra. A partir disso, ela propõe uma nova forma de e entender e se relacionar com a Terra, Gaia, para o bem viver de todas, todes e todos. A leitura faz refletir, amplia o olhar, e agrada tanto quem curte astrologia, como quem deseja resgatar a conexão perdida com a natureza e o nosso planeta, Gaia.

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Decolonizar pra reflorescer

Esse ensaio nasceu do incômodo e não conformismo com o mundo do jeito que está hoje. Um sentimento que começou a crescer em mim às vésperas da pandemia do coronavírus, se intensificou durante os dias de confinamento e me levou a um intenso processo de desconstrução-e-reconstrução.

Diante dos desafios e da complexidade da transformação que o mundo vive hoje, fui entendendo o quanto a ação individual requer consciência social e coletiva. Algo que, por sua vez, depende (e muito) do pensamento crítico e da decolonização da nossa forma de ver o mundo. Essa compreensão rasgou minha bolha e me colocou em contato com outras narrativas sobre o mundo, o que ampliou meu olhar e me fez questionar estruturas conceituais da nossa cultura e sociedade. Entre elas, algumas da astrologia.

Além de escritora e jornalista, sou astróloga arquetípica. Essa, que é uma das muitas formas de praticar astrologia hoje, se caracteriza por usar os conceitos dos arquétipos de Platão e de Carl Jung pra fazer uma correlação de significados entre macro (Cosmos) e micro (psique). E assim, entre as dimensões interna (psique) e externa (as nossas experiências) da vida. Pra isso, foca exclusivamente nos planetas e suas relações angulares nos mapas.

Essa astrologia me foi apresentada anos atrás por Richard Tarnas no livro Cosmos & Psyche, obra que acabou instigando a criação da Cosmologia Arquetípica por um grupo de acadêmicos da área de San Francisco, na Califórnia, em 2009. Esse novo campo do saber propõe um olhar sobre as pessoas e o mundo que transcende as limitações da visão mecanicista do universo, mesclando várias áreas, tais como a astrologia arquetípica, a filosofia e a psicologia profunda. A partir dessa cosmovisão, então, é apresentada uma outra maneira de ser humana e de se relacionar com a Terra e o Cosmos.

No início do ano, mergulhada no estudo dessa nova forma de entender o mundo, entrei em contato com a obra e o pensamento do cosmologista Brian Swimme e do ecoteólogo Thomas Berry. Foi uma revolução! Um verdadeiro plot twist, uma virada no rumo da minha prosa e própria história. Com eles, entendi o quanto o nosso olhar é colonizado também em relação às plantas, aos animais, à natureza e ao próprio Cosmos.

Dessa leitura surgiria o questionamento que me levaria à pesquisa e a entender por que não se usa o arquétipo da Terra na astrologia, e como isso tem a ver com a influência do patriarcado (sempre ele) e sua cultura de dominação na nossa cosmovisão e cultura. Algo que me faria reconhecer construções bastante patriarcais e sexistas na prática astrológica, e que eu nunca havia me dado conta até então.

Essa constatação acabou me levando ao ecofeminismo e à História das Mulheres, ampliando ainda mais a decolonização da minha mente e olhar. O que só tornou mais evidente o quanto as construções que ajudam a perpetuar os valores patriarcais e sua cultura de dominação na esfera mundana em, principalmente, no imaginário coletivo estão presentes nas mais diversas esferas. Até mesmo naquelas que a gente nem imagina, como é o caso da astrologia.

Com essa nova visão de mundo, escrevi o ensaio.  

Ao finalizar, ficou claro que o resgate da Terra vai muito além do que ela significa na prática astrológica, já que sua ausência está intimamente ligada à maneira equivocada como estamos tratando nosso lindo (mas castigado) planeta. Também se tornou evidente o quanto é urgente e necessária uma nova forma de entender e se relacionar com a Terra e com os demais seres e espécies com quem compartilhamos vida aqui, para o bem viver (e o futuro) de todas, todes e todos. Pra isso é vital e imprescindível reflorescer a Terra, Gaia, no imaginário coletivo, nas nossas mentes, corpos e corações. Para a preservação da vida e da nossa espécie aqui.

download ensaio sobre a terra

Nesse link, você pode ler textos sobre o ensaio escritos no blog.

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