Ela chegou faz pouco no Sul Global.
Às 9h44 deste domingo, pra ser exata.
E trouxe com ela um convite potente pra nós.
Convite esse que as astromulheres sagradas no mapa do céu indicam.
Soléi (sol), Gaia (terra), Luna (lua), Thea (urano) e Séfone (a sábia) sinalizam: o futuro é ancestral. É momento de voltar (e nos voltarmos) para o corpo; de nos conectarmos com o corpo e com a Terra para seguirmos vivendo por aqui. E compreender que só existimos como um ser porque a Terra existe.

Da mesma forma que o sistema solar só existe dentro de um universo (e dele depende para existir), também o eu/ego, o self, não existe por si só. Ele não é uma entidade isolada, mas, sim, uma expressão da vida na Terra e dela depende para existir em um corpo. Isos me lembra o que diz e repete Ailton Krenak: “a gente só existe porque a Terra deixa a gente viver. Ela dá vida pra gente”.
O sistema que está posto aí está nos matando e levando à destruição da vida no planeta porque deletou essa conexão da nossa consciência, nos fazendo esquecer que somos seres da natureza e a própria natureza na forma humana.
Na news de ontem, eu celebrei a chegada da primavera dialogando sobre a romã, já que essa fruta linda, simbolicamente, é associada à fertilidade, abundância, fecundidade, prosperidade, renovação, transmutação e esperança.
Que a primavera traga, com sua explosão de flores, aromas e cores, uma renovação de consciência da relação de existência que temos com o corpo da Terra e com o nosso. Algo bem na linha do que SiIvia Federici propõe no parágrafo abaixo de Além da pele, aqui destacado pela amiga genial Suzana Veiga durante sua leitura da obra.

A imagem da capa é de Mayur Deshpande?unsplash
