Foram três sábados incríveis de aula sobre a História das Mulheres com a Suzana Veiga, doutora em História dona de muito conhecimento. Aprendi como a mulher foi excluída dos livros e da narrativa histórica oficial. E como seus feitos foram silenciados. Mas essa mutabilidade imposta não significa que a mulher tenha sido silenciosa. Nananinanão!
Pra mostrar como as mulheres sempre encontraram formas de romper o silenciamento a elas imposto pelo sistema patriarcal, Suzana nos apresenta casos de mulheres que subverteram a ordem e ocuparam posições de destaque e comando ao longo dos séculos no Brasil, na Ásia, na África e demais continentes. Além de apresentar as principais teóricas que lançaram um novo olhar para as mulheres na História – como Simone de Beauvoir, Michelle Perrot, Lélia Gonzalez, Mary del Priori, Maria Lugones e Yuderkys Espinosa, pra citar algumas.
O mais lindo é que Suzana faz isso com leveza e maestria, nos desconectando da mentalidade e da lógica colonizadoras que ainda estruturam o pensamento e a visão de mundo, da cultura e da História. E o faz com muito acolhimento, criando um espaço seguro e fértil para trocas incríveis entre as alunas.
Ao final do curso, sai não só conhecendo mais a História das Mulheres, mas também experiências e vivências maravilhosas que as colegas de curso vem fazendo no Brasil e mundo afora. Também constatei como as dificuldade e os comentários sexistas seguem presentes (e de forma nem tão sutil assim) no dia a dia de tantas de nós.
O curso acabou somando e ampliando minha visão pro ensaio sobre o arquétipo do planeta Terra e o patriarcado na Astrologia que reviso nestes dias. Foi um aprendizado incrível e uma experiência muito rica! E quem quer ampliar o olhar e entender como a mulher foi pensada e construída historicamente como o outro, suuuper recomendo o curso – setembro tem nova turma. No perfil da Suzana Veiga você encontra todas as informações.

Imagem abertura: Jon Tyson/Unsplash
