Sabe aquele livro que você lê numa sentada?
Kim Jiyoung, nascida em 1982 é um desses!
A narrativa deliciosamente simples e fluída entrega uma história que nos atravessa porque poderia ser a sua, a minha, a de qualquer uma de nós. Impossível não se identificar com alguma parte da história ou relembrar um causo, algo que alguém que amamos e/ou conhecemos viveu.
Como não lembrar daquela mãe teve que abrir mão do desejo de ser professora para viver a maternidade? Ou o silêncio e a conivência da brotheragem compartilhando fotos e nudes das colegas da firma, ao invés de denunciar a violência? E a sobrecarga que recai sobre a mulher com a maternidade?
A autora Cho Nam-Joo, que é jornalista e roteirista, usou informações e dados bem reais, alguns deles inclusive ela insere na história, na criação dessa ficção genial.
O resultado é uma combinação que nos faz avançar cada linha sem parar até o final, sendo impactada com as semelhanças da hipocrisia patriarcal que atravessa as vidas das mulheres em qualquer lugar do mundo.
Senti isso na tarde de sábado, participando do debate desse livro e ouvindo muitos relatos e causos no Clube de Debates de Teoria Feminista da Suzana Veiga.
Foi um momento daqueles que fazem o sangue ferver, sabe? Porque a gente se dá conta do quanto a opressão sobre a mulher é universal! Como mulheres em qualquer lugar do planeta são atravessadas pelas questões que falo na legenda.
A Maria, colega de clube e autora do perfil @trabalho_materno, fez um estudo estatístico incrível comparando alguns dados sobre fatos que atravessam a vida mulheres do Brasil, Alemanha (onde hoje ela mora) e Coréia do Sul (onde a história de se passa).
E sabe o que ela descobriu?
Apesar das culturas serem tão diferentes, os números são muito, muito parecidos! O patriarcado pode ter diferentes intensidades, mas a opressão que ele resulta na vida cotidiana das mulheres é semelhante em todos os continentes. Infelizmente.
Leiam esse livro, mulheres! É simplesmente potente demais! 🔥

