Ele queria ser arqueólogo. Mas a faculdade era cara e ele não tinha recursos. Assim, aceitou a bolsa de estudos para a faculdade de Medicina. Mas, jamais, abandonou as leituras sobre o tema que tanto lhe fascinava.
Na faculdade, acabou se interessando pelas profundezas da psique humana, que vinha sendo desvendada pela psiquiatria, que florescia naquele início de século 20.
Lendo livros de arqueologia, ele se deu conta de que os padrões que observava em seus pacientes eram similares àqueles que ele encontrava no estudo de mitos e culturas ancestrais ao redor do mundo. E entendeu que tais padrões eram universais e estavam presentes nas narrativas e imagens de toda a humanidade.
Foi assim, cruzando saberes entre o campo que estudava e o que tanto lhe fascinava, que Carl Jung chegou a uma de suas maiores descobertas e contribuições no estudo da psique humana: o conceito dos arquétipos.
Essa história me fascina justamente por mostrar como um arquétipo, uma narrativa que atua em nós – no caso de Jung, a do explorador – sempre acaba encontrando uma expressão, uma forma de se manifestar, que se molda ao contexto da pessoa, à trajetória e ao universo pessoal dela.
Por isso, defendo tanto a não generalização dos arquétipos de signos e planetas na astrologia. Embora seus temas sejam universais, sua forma de expressao e manifestação sempre é pessoal. Sempre.
