Hoje é dia de conscientização da luta que travamos diariamente contra uma forma opressora e violenta de ver e se relacionar com o mundo que é o patriarcado, um sistema predador que organizou e (ainda) rege as regras do mundo.
Criado há milhares de anos, e perpetuada em todas as esferas da vidas até hoje, ele se apropriou dos nossos corpos e da Terra, nos tornando objetos de seus propósitos.
Mas hoje também é dia de celebrar as mulheres que estão na nossa vida, são presença e não largam a nossa mão. E eu tenho a riqueza de ter algumas tão especiais na minha! Mulheres maravilhosas que seguraram minha mão em diferentes momentos, às quais sou profundamente grata.
Esse sentimento me faz pensar que hoje também é dia de celebrar a força transformadora que somos quando estamos juntas. Quando nos unimos. Quando somamos as nossas vozes e compartilhamos nossas alegrias, experiências e dores. Juntas, nos fortalecemos. E levamos para outras mulheres essa potência. Por isso, se a união nossa tem essa força, penso que a data hoje também nos convida a segurar as mãos de todas as mulheres com opressões e dores diferentes das nossas. Escutando, prestando atenção, entendendo, engajando. Porque, como disse Audre Lorde: “não serei livre enquanto alguma mulher for prisioneira, mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas”.
Vamos juntas!
“As mulheres são como as águas. Ficam mais fortes quando se encontram”. Ouvi essa frase de uma colega no primeiro encontro do Clube de Leitura: Teoria Feminista Ontem e Hoje, em janeiro. E não esqueci mais, pois é o que sinto a cada novo encontro. Como é bom escutar, trocar com todas as colegas. São tantas vivências e realidades diferentes que convergem e agregam! São tantas histórias compartilhadas que ensinam, palavras que acolhem, conhecimento que amplia consciência e experiências que inspiram e fortalecem. É potente demais!
E assim, conversa após conversa, vamos desconstruindo narrativas equivocadas que contaminaram o imaginário, forjaram ideias equivocadas em nossas mentes e tentaram silenciar mulheres por milênios. E ao trazer para nossos universos e áreas de atuação, vamos ajudando e participando da construção dessa mudança no mundo.
Imagem: Jon Tyson/Unsplash
