Mais do que uma revisão feminista da astrologia, Reviravolta no Céu fala de um processo de transformação.
De uma virada de chave.
Se não tiver uma transformação profunda, não é livro meu, né? Eu nem escrevo! Hahaha!
Nesse, eu começo falando do incômodo que me atravessava e me inquietava e que eu não conseguia nomear. E sem dar nome, sem saber o que é, a gente não sabe como lidar, né?
À medida eu ia pesquisando e entendendo a reviravolta no céu e no cosmos, também ia compreendendo o que me atravessava e me permitindo viver a minha própria reviravolta. Fui entendendo que o que eu estudava ia muito além dos astros e o quanto nossas mentes e corações foram colonizados pelos valores do patriarcado.
Foi por isso que passei a repetir: precisamos de novas histórias! Precisamos contar novas versões dos mitos, das lendas, da jornada da heroína, rever o papel das mulheres nos filmes e livros pop que vemos por aí pra mudar isso. Pra reocupar o nosso universo simbólico, que nutre e rega o inconsciente.
Pra fazer isso, como concluo no livro, precisamos de mulheres unidas, se fortalecendo em encontros movidos por afeto e paixão, trocando ideias e experiências de vida, se retroalimentando de esperança e alegria e imaginando novos mundos possíveis.
Só assim, juntas, conseguiremos fazer isso.
Se tem algo que aprendi é que lutar sozinha contra o Clube dos Brothers, como chamo a sociedade patriarcal e seu modelo fraternal, nunca dá certo. O mito babilônico de Tiamat e o triste fim de Olympe de Gouges na França mostram claramente isso, como conto no livro.
Hoje, não tenho dúvidas de que, juntas, mobilizadas pelo afeto, temos a capacidade de transformar, de revolucionar a nós mesmas e o mundo. E que é exatamente por essa razão que o patriarcado investe todo o seu poder simbólico pra semear a discórdia entre nós e evitar a nossa união.
Com lançamento em 11 de abril, Reviravolta no Céu – uma revisão feminista da astrologia está em pré-venda. E oferece uma combo que eu adoro (livro + debate) pra quem comprar nesse período. Confere aqui!
