Na cosmologia, cluster é o termo que descreve um grupo de galáxias que estão próximas umas das outras e que se mantêm unidas por uma força gravitacional. Cada uma dessas galáxias é um pequeno universo, composto por estrelas, gases, restos de estrelas, poeira e matéria escura.
A astrologia mulheril que você está prestes a conhecer nasceu no coração de um cluster vibrante, cuja força gravitacional coloca mulheres no centro da roda, da narrativa e do mapa astral.
Literalmente.
Algo que só me dei conta essa semana, enquanto escrevia a apostila do curso Mundo adentro, Céu afora, como conto nesse vídeo que compartilhei com as queridas mulheres do Clube de Astrologia.
UMA RODA DE MULHERES
Na astrologia mulheril, cada mulher ancestral é uma figura, uma imagem, uma representação do arquétipo e do simbolismo de um planeta astrológico ou de um ponto do mapa astral. Ela é uma astromulher sagrada.
O foco nos planetas e nas relações que eles fazem entre eles vem da Cosmologia Arquetípica, área do saber que se originou em 2009, mesclando astrologia arquetípica, psicologia profunda e as ciências do novo paradigma do universo – entre elas, a nova cosmologia.
A nova cosmologia mostra que todo encontro transforma, por mais singelo que seja – afinal, é através dos encontros que a evolução acontece no universo, na Terra e em nós.
Tudo isso está intimamente relacionado a algo que a física hoje ensina: que devemos aprender a pensar as coisas não como elas são, mas, sim, como interagem.
Por quê?
Porque tudo é possibilidade de desdobramento, de vir a ser. E o que define como algo irá se desdobrar depende das relações travadas em cada momento. Por isso, o que cada encontro/relação vai criar, vai gerar, nunca pode ser dado como certo.
Quem nos possibilita pensar assim na astrologia, nas coisas não como elas são, mas, sim, como interagem, são os planetas.
As relações angulares que eles formam entre si (os aspectos planetários que ficam no meio do mapa astral) nos dão uma visão profunda das dinâmicas arquetípicas que estão presentes nas nossas experiências, na maneira como existimos e nos relacionamos com nós mesmas e com os outros, num momento específico e na vida humana.
Como cada planeta é representado por uma astromulher sagrada na astrologia mulheril, ao invés de um mapa, o que passa a nos guiar é uma roda de mulheres linda, vibrante, que coloca você no centro dela.
Nessa roda, as astromulheres dialogam com você, ampliando sua visão e percepção sobre você mesma e o seu momento de vida.

PRA QUÊ?
Ao dar a forma de mulher ancestral e sagrada aos planetas, me uno a quem busca recompor o imaginário com imagens e narrativas menos atravessadas pelos valores e preceitos patriarcais, centrados na escassez, na dominação, na opressão e na violência.
Acredito que se queremos mudar as coisas aqui fora, é preciso recompor nosso imaginário, o solo do nosso mundo interior.
E como se faz isso?
Com outras maneiras de perceber e explicar o mundo, as relações, a vida. Ampliando o nosso repertório com construtos, ideias e novos paradigmas que abandonem e substituam a velha ordem da escassez que justifica toda opressão e violência sempre presentes no universo patriarcal.
É por isso que estou adotando as figuras de astromulheres sagradas para falar sobre os planetas astrológicos, seus arquétipos e simbolismo, e criando a astrologia mulheril.
Com elas, também busco criar imagens que facilitem a compreensão e conexão com o que cada planeta simboliza em nossas vidas e nos mapas, não apenas de forma racional, como uma palavra-chave, mas por outros canais mais sutis de percepção.
O que desejo é que a astrologia mulheril, com suas astromulheres sagradas, seja ferramenta de autogestão, autopercepção, autodeterminação, de ampliação de consciência e de repertório, e de conexão com essa dimensão criativa e do universo. E que a gente use essa sabedoria de forma mais prática nos nosso dia a dia.
UMA COSTURA DE SABERES
Para criar a astrologia mulheril, fiz uma verdadeira costura de saberes, a partir do conhecimento e da voz de muitas pessoas.
Entre elas estão Richard Tarnas, Caroline Myss, Brian Swimme, Thomas Berry, Gerda Lerner, Ivone Gebara, Carol S Pearson, Susan Rowland, Riane Eisler, Suzana Veiga, bell hooks, Rebecca Solnit, Joanna Macy, Ailton Krenak, Sarbmeet Kanwall, Carlo Rovelli, Marcelo Gleiser, Stéfano Mancuso, Clarissa Pinkola Estès, Gail Carriger, Liz Gilbert, Suzette Haden Elgin e Steven Pressfield, para citar algumas.
Todas essas vozes me ajudaram a criar a astrologia mulheril a partir de um novo entendimento de mundo que une cosmos e psique, espiritualidade e ciência, mitologia/contação de histórias e metafísica.
UM CURSO PARA APRESENTAR TUDO ISSO!
Para apresentar a astrologia mulheril e a roda das astromulheres ancestrais sagradas, preparei o curso astrológico Mundo adentro, Céu afora.
Ele inicia dia 19 de fevereiro e serão seis encontros, sempre às segundas e quartas-feiras à noite.

Quer saber mais?
Clica aqui e vem conhecer o curso!
Vou adorar ter sua companhia nessa expedição mundo adentro, céu afora!
