Acredito na escrita com intenção como uma prática potente e transformadora.
Para escritoras como eu, Elizabeth Gilbert, Julia Cameron e Richard Tarnas, para citar algumas e alguns, a escrita com intenção é uma prática potente e transformadora e uma maneira de nos conectarmos com a dimensão criativa presente no cosmos e em nós, que atravessa a nossa existência aqui.
Temos muita dificuldade em reconhecer e nos conectar com essa força, essa inteligência amorosa, e até mesmo torcemos o nariz para a ideia dela, porque nossas consciências foram ensinadas a desprezar tudo aquilo que não pode ser explicado pela lógica, pela racionalidade. Fomos educadas para menosprezar a intuição e a sabedoria do corpo.
A escrita com intenção como uma prática espiritual, uma forma de conexão coma gete e essa inteligência criativa e amorosa, subverte essa ideia, rompe com ela e ainda abre espaço para vislumbrar novas possibilidades e entendimentos.
Movida por tudo isso, iniciei no Apoia-se um projeto que mescla escrita com intenção, astrologia mulheril e prática de conexão.
Falo do Querido Cosmos.
A cada nova lunação, escrevo uma carta para o Cosmos, na qual dialogo sobre o mapa do mês (o intervalo entre uma Lua Nova e outra) e sobre os movimentos das mulheres planeta no céu.
Essa carta vem acompanhada de um vídeo com sugestão de práticas para o mês. Funciona mais ou menos assim: eu passo uma instrução, uma ideia, e você deixa a sua imaginação desencadear a forma como fazer a sua prática. Depois, compartilhamos impressões e vivência/experiência entre nós na plataforma +avas, a morada da comunidade do lilaverso.
Esse formato de carta me permite dialogar sobre o céu de cada mês de uma maneira mais alinhada comigo e com minha proposta de potencializar a criatividade e a nossa capacidade de imaginar e vislumbrar o novo e de inspirar encantamento com o cosmos, a natureza e a vida, sempre a partir de um paradigma de ética amorosa.
Acredito que é hora de mudar consciência, percepção e paradigma de mundo, reintegrando à consciência a compreensão de pertencimento à natureza, da comunhão de subjetividades, de gentes, de seres, de diferentes formas de existência e de celebração da vida.
Com as cartas, mais do que construir uma comunidade conectada por essa maneira de dialogar com o saber astrológico e com a vida, também quero incentivar que a gente adote uma forma mais gentil, amorosa, afetiva, de dialogarmos e nos relacionarmos com nós mesmas e com a vida nossa de cada dia, sem perder o olhar crítico sobre a realidade e a força das construções sociais sobre nós.
Espero que você se junte a nós nessas leituras e práticas!
Em tempo: quem quiser ler a carta com as informações astrológicas e não fazer prática alguma, tudo certo, também. Nessa proposta, acolher e respeitar são bússolas que guiam meu trabalho e esse projeto.
