Querida leitora!
Planetas e signos astrológicos não causam nada! Nadinha. Não, mesmo.
O que eles fazem é SIMBOLIZAR/INDICAR as configurações que compõem o padrão, a assinatura de um momento, de um tempo. Padrão esse que é resultado de combinações das forças criativas predominantes num determinado período.
São essas combinações aí que os planetas astrológicos simbolizam que nos permitem compreender o espírito de um tempo, tendências e atribuir significado às experiências vividas por nós aqui. O que é feito através da sincronicidade. Ou seja, correlacionando significados entre planetas e signos envolvidos e as experiências humanas na Terra.
É assim que compreendemos as energias arquetípicas de um tempo. É assim que lemos o zeitgeist. E é assim também que acessamos a assinatura/essência de uma pessoa – que é um extrato, um ‘fruto’ do tempo que ela nasceu.
Sabe aquilo que dizem que a gota carrega o oceano inteiro nela?
Então, é por aí.
As mesmas forças que estão dentro da gente que fazem a gente, também estão em tudo na vida – nos nossos comportamentos, na natureza, nos eventos, nas tendências, no Cosmos. Ou seja, os mesmos impulsos e forças criativas que animam toda a vida, animam a vida em nós. E dessa compreensão aí que se diz que o que está em cima, está embaixo. O que está dentro, está fora. O que está no todo, está no um. E vice-versa. Um espelhando, refletindo o outro.
Essas forças chamadas arquétipos foram identificadas por nossos ancestrais e depois por Jung em desde então, são estudadas, empírica e academicamente.
Mas o que saber isso muda minha vida?
Muda a sua forma de compreender o mundo, a realidade, um momento e a presença dos outros em sua vida!
A sua compreensão cosmológica deixa de ser centrada no que os astros provocam (porque eles não provocam nada, mas sim refletem/representam os padrões arquetípicos que moldam um momento) e passa a ser centrada no nosso poder criativo. Ou seja, no que nós, como cocriadores que somos, podemos criar sob um padrão assim. Nas muitas e diversas possibilidades (luminosas e sombrias) que temos por aqui, nessa incrível joint venture chamada vida, como parceiros que somos do divino e do Universo.
Pra mim, isso significa abandonar a voz passiva (alguém/planeta me causa algo) e assumir a voz ativa (eu cocriei/cocrio algo, legal ou ruim) pra mim e pro coletivo. Isso, sim, é aquariano. ? É nova era. Aliás, falando nela, um spoiler: a era de Aquário ainda não começou. Nonaninanão. E nem tem data exata e marcada pra começar (como eu já contei aqui).
Quem estuda a mecânica celeste sabe que conjunções não definem eras. Sorry, mas não. O que estabelece as eras é um movimento da Terra chamado Precessão dos Equinócios. E uma das coisas que esse movimento nos mostra, agora, é que temos pelo menos uns 100/200 anos ainda de transição até que estejamos na era de Aquário.
Nesse momento, estamos na transição. E essa (e toda) transição de eras é tipo o amanhecer. Um primeiro raio desponta e a luz vai pouco a pouco crescendo, e o céu clareando, até que seja dia. Pois então, ainda estamos na transição entre as eras de Peixes e Aquário. A era de Aquário já se mostra pra nós, já se faz presente e cresce cada vez mais. Mas ainda não é dia, pois há resquícios de noite no céu. ?
Ou seja: surfamos as ondas aquarianas da transição. Ondas essa que começaram a despontar no zeitgeist lá nos tempos da Revolução Francesa. E desde então, vêm crescendo e crescendo e iluminando o céu, dando sinais de que a nova era se espraia. E assim seguirá crescendo e revolucionando o nosso mundinho por mais um século e alguma coisa, no mínimo, até que finalmente sejam os seus mitos a iluminar o céu da nossa existência por aqui.
Posto isso, fica o convite pra conversar sobre era de Aquário, signos e Astrologia com consciência e sabedoria. Pra fugir do nonsense que anda rolando por aí, e também colaborar com esse momento tão singular e revolucionário que vivemos, onde as suas escolhas pessoais hoje ajudam a moldar o mundo de todos amanhã.
Imagem: Alejandro Alvarez/Unsplash
