Bom dia, você aí do outro lado!
Hoje quero convidar você a pensar sobre uma nova forma de se relacionar com a astrologia. Mas antes disso, vou recapitular o que já falei até aqui.
Vamos lá?
- a Astrologia relaciona acontecimentos por significado. E nunca, jamais, por causa e efeito.
- isso faz toda a diferença porque somos seres movidos por significado. É nosso modelo de fábrica.
- signos do Zodíaco Tropical e constelações são coisas diferentes! Os signos do Zodíaco levam os nomes das constelações, mas não são elas.
- o que o Zodíaco representa é a jornada anual do Sol em torno da Terra. Movimento esse que SIMBOLIZA o ciclo de desenvolvimento mais universal e presente em tudo o que é e existe: o do nascimento, crescimento/desenvolvimento, declínio, fim/morte.
- Assim, cada signo SIMBOLIZA um estágio desse processo contínuo e cíclico de desenvolvimento.
- pra compreender um signo de verdade, você também precisa olhar para o signo oposto a ele no eixo. Só assim, integrando o que cada signo tem a oferecer à sua outra metade da laranja, é que se manifesta a mais linda e plena potência de um signo.
- o que amamos zoar nos memes, embora seja super divertido, não é real. Na verdade, é fruto de falta de consciência.
- é a falta de consciência do que está do outro lado e não o signo em si que gera a caricatura dos signos. E a ideia equivocada de que há signo bom e signo ruim!
- não, não existe ‘signo bom e signo ruim’. O que existe é a falta de noção, ou a consciência dos eixos.
Pois bem, agora que você tem consciência disso, se acostume a pensar nos signos como uma dupla sertaneja: um não existe sem o outro!
Um completa o outro e faz a inteireza da dupla.
Feito isso, aproveite para aposentar os adjetivos ruim e bom para classificar os signos zodiacais. Afinal, agora você sabe que a potência e expressão máxima de um signo requer integração do que está no signo do lado de lá do Eixo.
Aham. Eu sei!
É muuuito mais fácil e divertido seguir com os clichês e julgamentos, e culpar os signos por toda a #%@ meleca feita. Todo o problema, vuco-vuco, tragédia, drama que estiver rolando.
Mas aí, como tudo aquilo que colocamos a nossa atenção cresce em nossa vida, bingo! Cada vez mais o ariano é egoísta, o taurino é avarento e guloso, o escorpiano é vingativo, o geminiano é duas caras, e blábláblá…
Esse tipo de atitude é um desserviço, sabe?
Mais ainda nesses tempos de transformação que vivemos, em que consciência é tão importante quanto vacina pro Coronavírus.
Porque o que causa qualquer coisa é a falta de consciência. É ela que lhe leva às piores escolhas. E aí, gera os mais nefastos resultados. Pessoais e coletivos. Porque ao invés de colocar toda a sua atenção e energia no que realmente muda tudo – a consciência, o ver, reconhecer, aceitar, acolher e então transmutar algo –, você adota a postura medieval da inquisição: a de perseguir pra banir, evitar a qualquer custo o que a sua cabecinha acha ruim ou considera inimigo.
E tudo que alimenta a mentalidade ‘isso ou aquilo’, a separação, a polarização, acaba nutrindo o preconceito, a superstição, o negacionismo. E fazendo muito mal pra você.
Por quê?
Primeiro, porque essa mentalidade e atitude vai contra a lei mais básica do cosmos: tudo é um!
#estamostodosjuntos nesse barco chamado Terra!
Sim, eis aí outra coisa que os nossos ancestrais compreenderam é que, na vida e no cosmos, tudo, absolutamente tudo, está interconectado. Tudo se relaciona, numa grande tapeçaria cósmica.
Por isso, o que você faz impacta o coletivo. E o que rola coletivo também impacta você, queride.
Segundo, esse tipo de abordagem acaba alimentando dentro de você uma historinha super hostil e equivocada. Que lhe rouba o poder pessoal. Que gera conformismo ou reatividade ao invés de aceitação. Que lhe tira a responsabilidade pela própria vida.
E aí, você se perde e busca a informação astrológica não com o intuito de compreender a sai e participar da vida, mas sim com a intenção de manipulá-la. De banir e evitar o que não é legal.
Como se fosse possível!
E é nesse ponto aqui que entra o propósito desse meu diálogo aqui no blog da Lila com vocês, pra mudar a sua compreensão da Astrologia e, assim, incentivá-la a adotar a postura de observador e uma atitude mais aberta, gentil, curiosa para o que os astros tem a lhe informar.
Uma maneira mais Mindful.
Ou seja, sem julgar.
Sem taxar.
Sem classificar como bom ou ruim.
Positivo ou negativo.
Benigno ou maligno.
Do bem ou do mal.
Com a atenção absolutamente focada no que o Universo lhe oferece nesse momento. Atenta e aberta a tudo que pode significar, trazer, possibilitar, vir a manifestar.
E isso é poderoso!
É cósmico!
É fantástico!
E imprescindível e essencial nesses novos tempos em que a realidade é bem outra.
– Como assim, Lila?
Explico.
A partir disso, aprendemos que dentro de nós existe a consciência (aquilo que roda em primeiro plano) e também o inconsciente (o que roda em segundo plano). Exatamente como acontece com nossos smartphones. E que participamos com a vida, com o universo, da criação da realidade por aqui.
Foi o despertar desses dois ‘mundos’ na consciência coletiva que nos tornou cientes de que a realidade vai muito além daquilo que vemos, tocamos, ouvimos, tateamos, cheiramos. Do universo físico. E que não somos mais seres de apenas cinco sentidos.
Nananinanão.
Hoje sabemos que somos multisensoriais. Que recebemos e trocamos informações além dos sentidos físicos. Que percebemos e destrinchamos a realidade também através dos nossos campos psíquico, emocional, arquetípico, espiritual. Enfim, de através de conteúdos imperceptíveis aos cinco sentidos.
E mais!
Sabemos que são esses conteúdos imperceptíveis aí que ajudam a criar a realidade externa, o mundo físico. Afinal, é nesse universo subjetivo interior, que não vemos-tocamos-cheiramos-degustamos, que as narrativas que guiam as nossas escolhas são formadas. Escolhas que irão definir como vamos interagir com o mundo e, consequentemente ajudar a criar a realidade nossa e a coletiva.
E por isso, porque criamos coletivamente a realidade do mundo, o sistema operacional do universo passou a desativar códigos baseados em separação, segregação, e substituí-los por outros mais integrativos, holísticos, mais atualizados à nova realidade. E gostemos ou não, desejemos ou não, estamos todos sendo convocados a rodar nesse novo sistema.
E é aí que entra a atitude Mindful para a Astrologia, propondo um olhar que nos faz trocar a atitude julgadora de ‘bom e ruim’, ‘benéfico ou maléfico’ por uma que nos faz buscar significado para os nossos conteúdos internos e pra vida. O que é tão importante e essencial nesses nossos tempos, quando entendemos que todos construímos a realidade que vamos respirar juntos.
O Mindful nos propõe uma atitude de curiosidade, atenção, bondade, empatia e compaixão para nós mesmas, para os outros, para as experiências, para os símbolos astrológicos, para o que acontece ao nosso redor e no mundo. Sem julgamentos. Sem pré-conceito algum. Sem classificar nada como bom ou ruim. Positivo ou negativo. Benigno ou maligno. Do bem ou do mal.
Apenas olhando com toda a atenção e abertura para o que o momento presente tem a nos oferecer. Para criar. Para crescer. Para manifestar o nosso melhor potencial. E isso é uma atitude muuuito mais alinhada à consciência que o mundo e nós humans precisamos hoje pra atravessar esse momento de profunda transformação e mudança.
Dito tudo isso, encerro aqui expressando minha alegria em compartilhar isso tudo com você. Até um próximo encontro!
Imagem: Deanna Ritchie/Unsplash
