No livro Persephone Rising, a autora Carol S Pearson diz que, que ao contar histórias, nos conectamos com padrões que são universais na consciência humana (arquetípicos, portanto).
As histórias nos ajudam a encontrar caminhos e inspiração em momentos de dramas reais, de incertezas, de desafios e dificuldades, e a acolher vulnerabilidades e verdades.
Diz a autora que, quando vivemos novas situações, precisamos de novas histórias – elas não só nos ajudam a criar um mapa para uma nova jornada, como também servem de apoio para nos segurarmos quando o caminho parece estar desmoronando.
Já contei aqui que as histórias nos ajudam a encontrar caminhos e inspiração em momentos de dramas, de incertezas, de desafios e dificuldades, e a acolher vulnerabilidades e verdades. A psicanalista e escritora Clarissa Pinkola Estés diz que histórias trazem instruções que nos ensinam a lidar com desafios e direcionam os caminhos da alma. Para o escritor Neil Gaiman, contos de fadas nos ensinam que dragões podem ser derrotados.
Como leitora e escritora, sou fascinada por esse poder das histórias de impactar e reverberar profundamente em nós, em nossas almas. Quantas vezes uma história não lhe impactou de tal forma que permaneceu por muito tempo na sua mente e em seu coração, lhe guiando e ajudando de alguma forma?
Acredito tanto no poder das histórias de dialogar com a parte mais profunda da nossa subjetividade, com a alma, e seu poder transformador, que me debrucei sobre o que eu vinha fazendo no Clube de Astrologia para Mulheres e mudei as coisas por lá. Agora, nossos encontros mensais são Mulheres Planeta – ou seja, com o arquétipo de um planeta astrológico na forma de uma Mulher Ancestral – e suas histórias.
A fim de compartilhar com mais e mais mulheres a ferramenta de emancipação e autopercepção incrível que é a astrologia, tornando mais acessível a compreensão dos planetas, criei esse novo formato que abusa e usa da contação de histórias. Um que propõe novas formas de ser e estar no mundo através de novas histórias e narrativas livres dos valores e arcabouços patriarcais e que utilizam as lentes do feminismo e da nova cosmologia e a linguagem universal dos arquétipos.
Como diz Carol S. Pearson, e eu concordo muito com ela, o caminho para transformar atitudes e situações (e o mundo) é contar histórias, propondo finais felizes que venham não apenas de se “conseguir aquilo que a gente quer, mas, sim, também, da forma como nossos desejos e os dos outros se alinham”.
No encontro de agosto, testei esse formato, apresentando a Senhora Nodo Norte e Dom Nodo Sul – a Mulher Sábia e o Sabotador que nos habitam. Fiquei feliz, feliz com o resultado e já começo a pensar em mais histórias para essas Mulheres.
Quero ver aonde o processo criativo vai me levar.
Seguimos.
