No #tbt de quinta-feira passada no instagram, compartilhei algumas histórias e imagens que vi na exposição Resiliência, que visitei no ano passado na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre, e que me fizeram refletir MUITO sobre esse segundo significado de resistência. E pensar no que escrevi no capítulo que encerra Reviravolta no Céu – uma revisão feminista da astrologia.
“É na potência dos encontros, com pequenas ações e muita prosa em nossos grupos e comunidades, dia após dia, que vamos tecendo coletivamente as mudanças em nós, nas nossas comunidades e ao nosso redor, nas mais diversas áreas. Assim vamos construindo a transformação que desejamos ver no mundo. É por isso que, quem se beneficia das opressões que o patriarcado promove dentro das nossas mentes e no mundo aqui fora, sempre vai tentar combater essa força que mulheres juntas têm”.
As histórias que compartilhei falam exatamente disso, dessa força que nasce dos encontros e agrupamentos de mulheres com a intenção de transformar e mudar realidades.

Confere abaixo nos textos e imagens da exposição.
“Tradicionalmente, as meninas do Arquipélago de Zanzibar são dissuadidas de aprender a nadar, muito devido à falta de roupas de banho mais recatadas. No norte de Zanzibar, o Projeto Panje ensina meninas e mulheres locais a nadar, em um esforço para reduzir as altas taxas de afogamentos. São oferecidas roupas de banho de corpo inteiro. Além de desafiar o sistema patriarcal, o projeto criou um ciclo sustentável ao empoderar as alunas a ensinarem umas às outras.”


“Desde 2006, grupos militantes ligados à Al-Qaeda, especialmente o Al-Shabaab, travam uma insurgência contra o governo da Somália. Esses grupos consideram que mulheres que praticam esportes não são islâmicas. Em 2006, o Conselho Supremo das Cortes Islâmicas (UTI), Com apoio das milícias, emitiu uma ordem proibindo as mulheres de praticarem esportes. Embora o UTI tenha sido dissolvido, o Al-Shabaab continua a aplicar a proibição. Apesar de receber ameaças de morte, as mulheres continuam a jogar basquete na Somália”.

“Após décadas de campanha por parte de ativistas feministas, em 25 de maio de 2018, a Irlanda votou, por maioria, para derrubar suas leis contra o aborto. Desde 1983, a Oitava Emenda da Constituição Irlandesa proibia interrupções de gestações. Mais de três anos desde a derrubada da lei, campanhas pelos direitos reprodutivos continuam a reivindicar melhor acesso ao aborto. Mulheres e jovens irlandesas ainda viajam ao Reino Unido para abortar devido à falta de assistência básica e restrições de tempo permitido para os abortos.”

“Figuras que representam o tratamento tenebroso que Irlanda dispensa às mulheres posam para as câmeras das redes sociais, antes de marchar em silêncio pelas ruas de Limerick, Irlanda em apelou aos residentes para que seja alterada a lei contra o aborto em foto de 13 de abril de 2018.”

“Em 2002, aconteceu a primeira parada do orgulho gay do Vietnã, em Hanói. Em 2015, entrou em vigor uma lei suspendendo a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas essas uniões ainda não têm efeito jurídico. Em 2020, o Observatório dos Direitos Humanos denunciou a discriminação contra a Juventude LGBTQIA+ do Vietnã, causada pela crença comum de que a atração por pessoas do mesmo sexo é uma condição de saúde mental. Nesse caso, a fotógrafa teve como objetivo capturar a rotina casual diária de casais LGBTQIA+ para despertar familiaridade e empatia.”


A imagem de capa do post é a foto Finding Freedom in the Water de Anna Boyiazis
