Quem tem o arquétipo da visionária forte na alma, não teme iniciar mudanças.
Muito pelo contrário, é impelido a elas. De uma forma ou de outra.
Foi uma inquietação e a vontade de encontrar uma nova narrativa para a astrologia que desencadeou o processo que resultou no livro Reviravolta no Céu: uma revisão feminista da astrologia.
O ponto final dele foi o início de uma nova construção. Ou melhor, de um mergulho mais profundo num processo que há sete anos venho vivendo: a busca por uma forma de dialogar com a dimensão do transcendente, do sagrado, a espiritual, em busca de integridade psicológica e desenvolvimento espiritual.
Esse anseio me levou a me aprofundar na correlação de significados entre essa dimensão criativa do universo e a nossa consciência. E, a partir disso, criar uma linguagem para a astrologia, que batizei de Dona Astrô Feminista, cujo propósito é ser ferramenta de autogestão, autopercepção, ampliação de consciência e de conexão com essa dimensão do universo.
Nada disso veio de vozes da minha cabeça. Nope.
Essa é uma construção que fiz a partir do encontro com as ideias de Richard Tarnas e sua astrologia e cosmologia arquetípicas, Caroline Myss e seus arquétipos, Brian Swimme e a nova história do universo, Thomas Berry e sua ecoteologia, Ivone Gebara e sua teologia feminista, James Hillmann e sua psicologia profunda, as releituras míticas arquetípicas de Carol S Pearson, as obras de Susan Rowland e Riane Eisler e o resgate do paradigma da deusa que ambas fazem, bell hooks e seu ‘tudo sobre o amor’ e, ainda, Suzana Veiga, Ailton Krenak, Sarbmeet Kanwall, Marcelo Gleiser, Liz Gilbert e Steven Pressfield, listando aqui apenas as principais referências nesse processo.
É dessa tessitura de ideias e saberes que nasce, agora, o curso Mundo adentro, Céu afora, com a proposta de ser linguagem e ferramenta para dialogar com essa dimensão nossa e do universo.

O objetivo é tornar essa linguagem cada vez mais acessível a mais mulheres, para que seja uma ferramenta de conexão, autopercepção, autogestão, autodeterminação e de ampliação de consciência.
Para isso, você vai conhecer as mulheres ancestrais, representações imagéticas dos arquétipos dos planetas astrológicos e de um ponto do mapa astral que criei . Acredito na potência dessa imagem simbólica para facilitar a compreensão dos papéis e significados dos planetas e a conexão sua com essa dimensão simbólica do universo, com a dimensão da alma, do inconsciente.
Assim nasciam Dionísia, Nety, Thea, Saty, Curi, Atenusa, Marci, Judi, Vestusa, Soléi, Gaia, Luna, June, Venusa, Demi, Lily.
Essa ideia de apresentar os planetas como o mulheres ancestrais para falar o que eles simbolizam nasceu e foi construída com a participação pra lá de especial das gurias do Clube de Astrologia para Mulheres. Foi ali, falando com elas sobre arquétipos e planetas, que entendi a potência dessas figuras simbólica.
Ao apresentar os arquétipos dos planetas como mulheres ancestrais, também proponho romper com as narrativas patriarcais sobre deusas e deuses e propor outras novas, alinhadas com a visão do feminismo e da nova cosmologia e com o paradigma que o mito da grande deusa simboliza (falei dele nessa newsletter aqui).
Tudo isso faz do curso uma ferramenta para que você mesma possa usar essa linguagem simbólica linda e potente para ampliar consciência sobre os planetas, entendê-los, refletir sobre o que os encontros deles significam no seu mapa a no seu momento de vida, quais são mais fortes em você e, a partir disso, conversar com a vida através de suas ações.
Vou falar mais sobre cada uma dessas mulheres na minha newsletter. Se você ainda recebe, clica aqui e assina lá!
Imagem: Jon Tyson/Unsplash
