Foi numa noite fria de julho que eu vi o anúncio no Facebook. Havia dois meses que eu voltara de uma temporada em Miami, onde o Yoga havia despertado em mim, e buscava um lugar pra retomar a prática. E ali estava uma opção bem próxima, no coração do bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre.
Marquei uma aula experimental e fui conhecer a Devi – Amor e Prática e… Foi amor à primeira prática!
Já no primeiro encontro, pela conversa com a Sabrina Rukimini Pereira, uma das sócias e professora, percebi que as aulas ali iriam muito além dos ásanas (posturas) no tapetinho roxo. Não deu outra: foi exatamente assim! Além da intensa prática de Hatha Yoga, o tapetinho roxo da Devi logo me proporcionou lições de consciência humana, ética, amor, sororidade e conexão com o divino e o feminino sagrado.
Uma das primeiras coisas que aprendi no tapetinho roxo da Devi foi a respeitar os limites do meu corpo, sem jamais forçar a barra naqueles dias em que ele não está em sua potência máxima. Porque dando o meu melhor, dentro do que eu posso e desejo, não indo além do limite, vou respeitando meu corpo agora. Como sempre diz Janaína de Paula Farias, a Jana, também sócia e professora da Devi: ‘é o que temos para hoje; nem mais, nem menos’.

Com toda a atenção no nosso corpo e respiração, outro ensinamento libertador que o Yoga traz é o de evitar comparações. Como enfatiza Jana, no tapete, está todo mundo na mesma situação. Afinal, a prática se faz olhando pra nós mesmos, não para o outro.
– No tapete, a gente se liberta. Tu és quem tu és – afirma ela – Como diz o Bhagavad Gita: Yoga é a prática de tolerar quem tu és. E pra mim, Yoga é muito isso: é aprender a se amar, se respeitar. De que adianta ser bom em tantas coisas, se não for bom pra ti?
E não é bem assim, mesmo?
Outra lição que o tapetinho roxo da Devi também me ensinou foi perseverar, não desistir. Porque até mesmo a postura mais difícil, em algum momento, vai acabar. Porque assim é tudo na vida. Como sempre diz a Jana: as coisas acabam. E é bem assim! É lindo ver o corpo gradativamente avançando, ganhando flexibilidade, alongamento, mobilidade, força.

Agora lindo, mesmo, é como todo esse aprendizado e vivência acaba se estendendo às demais áreas da nossa vida. Como os valores éticos que fundamentam essa prática vão mudando o nosso entendimento da vida, a nossa consciência e visão de mundo. Entenda aqui valores éticos como aqueles sem os quais não vivemos, aqueles que norteiam e dão significado à vida, tipo amor, respeito, desapego, não-violência.
Hoje, sei o quanto viver guiada por eles leva a uma vida com menos conflitos interiores e muito mais respeito e amor – por mim, pelos outros, por um momento. E que à medida que vou respeitando, aceitando e acolhendo minhas limitações e imperfeições, vou também aprendendo a me olhar com mais amor e compaixão. E assim, também vou espalhando esse olhar amoroso e compassivo por aí
– No momento em que eu acolho que não sou perfeito, eu acolho a imperfeição do outro – pontua Jana.
Aham!
Minha experiência no tapetinho roxo da Devi tem sido uma jornada incrível! Um novo aprendizado e uma linda experiência a cada aula, que me faz sentir como Yoga é uma prática de amor, realmente. E é isso que Sabrina e Jana, e também as professoras Sonya e Jeni, nos entregam no tapetinho da Devi a cada nova aula: consciência, amor & prática.
Fotos de Sonya Fhernandes[/caption]
PS: na parte 2 deste post, falo sobre a energia linda da Devi, com seus mantras e boas vibrações, que super inspira conexão. Não perde! Acessa aí. 🙂

07 novembro 2018 @ 20:03
Nossa que bacana! Confesso que nunca pratiquei mas depois deste post deu muita vontade de experimentar. Beijos Lilla?
12 novembro 2018 @ 16:13
Que legal ler seu retorno, Andréia! EU suuuper recomendo a prática de Yoga, porque enquanto trabalha o corpo, ela vai nos nos transformando de dentro pra fora! Bjão, querida!