Eu tinha preparado outro post para o meu retorno após esse tempo de silêncio. Mas aí, sábado à tarde, fiz um programinha que há tempos não fazia: fui turistar pelo Centro Histórico de Porto Alegre. Caminhar por suas ruas, “redescobri-lo após a enchente, com os olhos curiosos e alegres do turista que quer descobrir o novo”, como disse a amiga Karin Garcia de Farias, minha parceria nestas andanças. E acabei optando compartilhar algumas impressões desta tarde deliciosa com você.
Tudo começou na Livraria Baleia, que eu ainda não conhecia. Me apaixonei por seus livros, seus espaços para leitura e sua estética – a parede rosa com curvas me ganhou. Dali saímos rumo à Casa de Cultura Mário Quintana, parando e entrando em lugares sempre que a curiosidade nos instigava. Assim, conheci a Beco dos Livros e o Síndico Café.
Ao passarmos em frente à Igreja das Dores, uma movimentação na sua escadaria nos chamou a atenção – eram preparativos para a quermesse que rola lá hoje. Decidimos subir as escadas e revisitar essa igreja tão linda e icônica da nossa cidade.
Lá dentro, uma surpresa nos aguardava.
Um coral cantava na galeria, reverberando a música na nave, em toda a igreja e nas nossas almas. Foi lindo demais fechar os olhos e deixar só a melodia e a harmonia da música dialogarem conosco através do sentir. O canto inebriou e maravilhou a alma.
Ao chegarmos na Casa de Cultura, mais uma vez nos deparamos com algo que não esperávamos: uma feirinha de papelaria e música gostosa na sua Travessa dos Cataventos, algo que nós sequer imaginávamos que pudesse estar por lá, já que não havíamos conferido programação alguma.
Tudo isso me fez pensar no quanto pode ser rica a atitude de se permitir sair andando pela vida com essa mesma curiosidade, alegria e disposição. Sem tanta pressa, olhando para os lados, me permitindo experienciar o que vou encontrando no caminho e não como olhar só focado num destino único.
Se tivéssemos feito isso aí sábado, por exemplo, minha amiga e eu não teríamos descoberto e vivenciado tantas coisas legais – como o canto do coral na igreja e o reencontro com conhecidos. No final, nossa tarde teve descoberta de livros, arte, feira, galerias, lojinhas, sebo, livraria, música, os tons e as plantas do Jardim Lutzenberger e muita conversa boa ao longo de toda essa andança.


