Que todo canalha pode ser um cafajeste, o dicionário Houaiss já me disse que sim. E que todo o fraco é covarde, també.
Aliás, você sabia que a palavra covarde deriva da francesa code.uard (a quem falta coragem), originada de coue (a saber, cauda), associada àquele que traz a cauda baixa. Interessante…
Como a origem de uma palavra pode ser significativa, não é?
Mas de volta à reflexão inicial, será todo o canalha um fraco?
A essas alturas, deduzo que um fraco nem sempre e não obrigatoriamente é um canalha.
Mas e o cafajeste, é ou não um fraco? Volto para o dicionário em busca de ajuda…
Por lá, chego à conclusão que todo canalha é desprezível, tem pouco valor, não presta, é ordinário, não tem dignidade, é miserável e insignificante. E essas duas últimas palavras, então, me conduzem à iluminação…
Bingo!
A lâmpada brilhou!
Concluo que não obrigatoriamente um canalha é fraco. Mas que ambos, cafajestes e covardes, comungam da falta de força moral. E, assim sendo, os dois se enquadram em uma mesma (baixa) categoria. Ambos se escondem em mentiras e omissões, traem e fogem da raia com a cara mais deslavada do mundo, saem pela tangente e deixam na mão. A diferença fica na consciência, ou melhor, na culpa – que o fraco carrega e o canalha faz de conta que não existe e despreza.
Assim sendo, cara amiga, se você cair envolvida por um destes dois tipos, saia correndo! Livre-se o quanto antes. Por mais que pareça bom, a falta de força moral (leia-se estado de espírito) nunca vale o beijo, o sexo, a companhia, o investimento. Porque isso só vai baixar a sua vibração, a sua confiança – e pode abalar seu poder pessoal, a sua capacidade de acreditar em você mesma. Na fé que você tem em você e a na vida. E nada pode ser pior do que isso, não é?
Como sugestão, proponho uma antítese aos fracos: Beyoncé. Sim, Beyoncé. Faça como a diva pop e diga a eles “você pode pegar todas as suas coisas, nós terminamos . Porque você fez a sua cama, agora deite. Nem por um segundo, pense que você é insubstituível.”
Escrito do blog em 2014
