Querida leitora!
Hoje volto a falar sobre outro um (importante) passo nesse propósito de navegar melhor os nossos tempos. Pra isso, quero falar com você sobre aqueles que são os verdadeiros protagonistas da Astrologia. Aqueles que fazem tudo acontecer!
Nope, não são os signos!
Nananianão.
Na Astrologia, o protagonismo sempre foi e será dos planetas!
Aham!
Sem eles, Dona Astrô nem existiria!
Porque foi o movimento desses astros viajantes no céu que fez os nossos ancestrais mesopotâmicos desenvolverem os primeiros estudos astrológicos nos primórdios da Antiguidade, há uns seis mil anos atrás. E esses estudos se tornariam a raiz da Astrologia como conhecemos, que foi sistematizada como conhecemos na Alexandria, como já contei aqui, quando falei aqui sobre as origens do Zodíaco Tropical. E que foi profundamente influenciada pelo pensamento de Pitágoras e de Platão.
Foi assim que a Astrologia ocidental se tornou um saber matemático e arquetípico em sua essência, onde os planetas e seus padrões cíclicos de movimento (os ângulos que formam entre si no Zodíaco) possuem um significado simbólico, indicando a dinâmica arquetípica de cada momento em nós e no espírito do mundo, o Weltgeist.
Lembrando que arquétipos são representações de forças, impulsos e princípios universais que estruturam e permeiam a psique e o universo da experiência humana em muitos níveis, nos conectando psíquica, criativa e energeticamente uns aos outros e ao cosmos.
De certa forma, podemos dizer que cada arquétipo representa um rosto, uma função, que se manifesta em nós, na nossa consciência, e guia as nossas narrativas internas – narrativas essas que acabam orientando nossas escolhas e comportamentos, e que estão conectadas ao papel que você acordou viver na grande história cósmica que é o universo, e da qual participa aqui. E é e exatamente aí que reside a oportunidade que temos de participar cocriativamente com o cosmos na criação da realidade!
Como?
Tendo consciência das forças criativas e princípios universais envolvidos, podemos interagindo com elas. Abrimos espaço para insights e para as possíveis e diferentes maneiras que elas podem se manifestar. E criar a nossa realidade.
Sabendo tudo isso, eu pergunto:
– Com que atitude você prefere interagir com essas forças?
No piloto automático, sem consciência alguma, sendo movido por medo, julgamento, crenças pré-concebidas e vitimismo? Tentando desesperadamente controlar a vida, falhando epicamente e culpando os outros por tudo?
Ou com consciência, interagindo com elas com uma atitude de curiosidade para tudo o que é possível manifestar? E de gentileza e bondade (com você, pra começar) na maneira como vai fazer isso?
Sem dúvidas, eu prefiro a segunda.
Muito mais leve, e menos dramática. Muito mais conectada com aquela parte minha que sabe exatamente para onde ir. Que tem clareza. Serenidade. Confiança. Força. E me permite participar conscientemente com a vida da criação da realidade.
E sabe como eu sei isso?
Porque já vivi as duas maneiras e conheci na pele a diferença. E (também) por isso, compartilho o que aprendi com alegria com você. 🙂
Mas voltemos aos planetas astrológicos e seus arquétipos.
Se o Zodíaco representa a jornada de evolução nossa na vida, os planetas astrológicos simbolizam as forças que animam a alma e a vida em nós. Forças essas que são universais – arquetípicas, portanto – e que nossos geniais ancestrais reconheceram em si e correlacionaram com os planetas no céu.
Com essa compreensão eles criaram uma linguagem simbólica que, correlacionando significados atribuídos aos planetas astrológicos, identifica as forças que animam nossa psique e consciência e que estão presentes tanto na experiência e na natureza humana, como no Cosmos. É a isso, aliás, que ser refere o famoso assim na terra como no céu.
Tudo começou com os sete astros que podiam ser vistos a olho nu no céu, e que são Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Eles foram reconhecidos e sacramentados após séculos de observação e estudo por nossos ancestrais. Cada um deles foi batizado com o nome de um deus ou deusa do panteão mitológico.
Já outros três astros – Urano, Netuno e Plutão – só ingressaram o universo astrológico depois da invenção do telescópio, numa época em que Astrologia e Astronomia já haviam se divorciado. Com eles, aprendemos que a descoberta de um novo planeta representa o despertar do impulso que o arquétipo dele simboliza na consciência coletiva e na nossa psique, portanto.
Urano, por exemplo, entrou para o casting astronômico na época da revolução industrial, uma disruptura tecnológica ao status quo que mudaria o mundo, com hoje sabemos. Plutão, por sua vez, é contemporâneo à descoberta do inconsciente e da energia nuclear/atômica e seu poder. O que ele também simboliza, a propósito.
Incrível isso, né?
Pra mim, uma sincronicidade que mostra a incrível beleza da inteligência criativa e evolutiva do Universo!
Dito isso, vamos conhecer essas forças e arquétipos que os planetas astrológicos simbolizam? Clica nos links.
Sol
Lua
Mercúrio
Vênus
Marte
Júpiter
Saturno
Urano
Netuno
Plutão
Em tempo!
Todo arquétipo planetário pode se manifestar e expressar tanto de forma positiva como problemática. A leitura aqui deve ser sempre isso e aquilo e mais esse e aquele outro. A isso chamamos multivalent, em inglês.
Outra coisa: a maneira como um mesmo arquétipo se desdobra na vida de cada pessoa não é sempre igual, não! Porque como a pessoa vai expressar e manifestar esse arquétipo depende do seu grau de consciência e autoconhecimento e também da influência que sofre dos contextos social, cultural e familiar. Apesar de universais na forma, os arquétipos são personalizados em nós devido às combinações que somos, e também ao ambiente, assim gerando subprodutos deles, arquétipos derivados.
E essa, pra mim, é a beleza e potência de olhar e abordar a astrologia de forma arquetípica através dos planetas: ela nos torna participantes e cocriadores mais conscientes diante dos desdobramentos da vida. Mas veja bem, quando falo em cocriar, não me refiro à ideia mental “eu mereço e posso ter tudo o que quero”. Esse conceito é resultado direto de como o capitalismo se apossou dessa ideia e reduziu cocriação a sinônimo de ‘ter’ alguma coisa. Cocriação é algo muito maior do que isso! É uma consequência de cada escolha interna que você faz, do porquê você faz, seja mudar de casa ou optar por nutrir ressentimento. É assim que vamos cocriando e construindo a nossa realidade pessoal e, junto com ela, também a coletiva.
