Imagem: Oliver Cole/Unsplash
Marte representa o impulso que faz agir e reagir em prol da conquista do ambiente e da sobrevivência, e que implica coragem, ousadia, assertividade, libido. Agir é tomar providência, atuar com consciência. Reagir é exercer reação contrária guiada apenas pelo instinto, sem consciência.
É também o impulso que faz atacar e defender.
Quando a ação é com consciência, ela se alinha a esse instinto de participar da criação da vida, e não da sua destruição. Já quando a atitude é movida apenas pelo instinto animal, ela fica descontrolada, reativa, raivosa, e se ataca pra matar. Pra liquidar!
Entender isso faz toooda a diferença na sua vida e também no mundo hoje!
Nesses tempos em que estamos todos vendo a escalada da violência e do extremismo, se queremos começar a mudar esse cenário, está na hora de dialogar sobre Marte e o nosso batalhador interior – o instinto vital e impulso que nos leva à ação, a libido, o guerreiro interior que nos habita.
O guerreiro sem uma liderança (consciência) Terra-Sol, sem a orientação da racionalidade sensível e da ética do cuidado, se torna bárbaro, mata por matar, guiado pela violência. Assim é Marte desconectado da consciência Terra-Sol e do significado dos fascínios venusianos. Porém, quando essa sua intensa e vital energia é direcionada por essa consciência, se torna defensor da vida no planeta. Respeita a soberania da mulher. E defende, ao invés de atacar.
Para evitar reatividade e barbárie, não dá pra represar emoções. Nananinanão! Negar qualquer sentimento ou emoção difícil é rota certa para enraivecer e reagir. Porque sentimentos são importantes e sinalizam necessidades a serem compreendidas, trazidas para a consciência, caminhos a serem encontrados por você. São mensagens da sua alma pra você!
Aprendi com minha prima psicóloga Ana Rizzon, parceira na escrita de Num Sofá de Bolinhas, que todas as emoções fazem parte de um cérebro saudável – não apenas amor, alegria, gratidão, e outras afins a estas. Ana diz e repete que “um cérebro saudável também sente ódio, raiva, inveja, medo, rancor, pesar… mesmo que nossa cultura predominantemente cristã diga que tais emoções não pertencem a almas elevadas. O fato é que elas existem, aparecem e precisamos dar conta delas, com nossa sabedoria e nossas fermentas.”. Negar qualquer emoção, não expressá-las, seja amor ou raiva, é rota certa para adoecer. O que devemos evitar fazer é agir no calor da emoção, quando estamos tomados por impulsos contraditórios. Porque aí, a ação se torna reatividade. E isso quase nunca acaba com final feliz.
NO CALOR DA EMOÇÃO
Pra evitar agir no calor da emoção, quando se está tomado por impulsos contraditórios e totalmente descontrolado, que nunca levam a um desfecho feliz, um caminho é a pausa sagrada. Algo nada misterioso e bastante simples: pare e faça três respirações profundas (ou quantas forem necessárias até acalmar as reações no seu corpo).
Outra prática de Mindfulness que super ajuda é a chamada PRNRR, onde você faz o seguinte:
PARA e diz Hey, peraí!
RESPIRA. Inspira e expira profundamente, pra acalmar.
NOTA onde a raiva está se manifestando no seu corpo. Presta atenção nas reações do seu corpo.
REFLETE se conflito e barraco é o que você quer, mesmo. Se vai ajudar ou complicar tudo.
RESPONDE ou não. Você decide se vai e como vai responder. Se vai agir ou reagir.
Por experiência própria, essa tal PRNRR é incrível! Fantástica! Funciona, mesmo!
Mas se você acredita que isso não funciona pra você, tenho mais uma sugestão: use a química entre Marte e Vênus! Deixe a sua diva interior cantar a plenos pulmões, dançar, teatralizar, rabiscar um papel, jogar tinta numa parede, enfim, lhe guiar e encontrar uma forma artística e criativa de dar vazão ao sentimento. Passado o arroubo, isso vai abrir o seu coraçãozinho pra encontrar o caminho da ação. Uma que não lhe deixe pior horas, dias, semanas, anos, tempos depois.
