“A escolha do meu tema fala de mim, da minha história, de como eu me construo e desconstruo através dessas mulheres que pesquiso”, escreveu a doutora @suzanaveiga – com quem aprendo muito sobre História das Mulheres e Feminismos (e sou fã) – num post em que @mariacarolmedeiros aborda exatamente isso: como os temas que pesquisamos e sobre os quais escrevemos vão nos transformando. Mudam nossas lentes. E, quando elas mudam, mudo eu e aquilo que escrevo.
Isso faz todo sentido pra essa escritora que vos fala aqui.
Com a escrita do Ensaio sobre a Terra foi bem assim. Dela nasceu a busca por narrativas mais éticas, inclusivas e nada patriarcais.
Talvez por isos eu escreva tato sovre mudanças, porque estou contantamente mudando.
Escrevi sobre isso aqui tempos atrás e sobre como a mudança é (de fato) a única constante na vida.
Depois, voltei a falar sobre esse tema na entrevista e roda de conversa que participei essa semana no programa Sessentônica, conduzido pela querida Karen Garcia de Farias, na rádio Supersônica. A ideia por lá era compartilhar a minha jornada de muitas metamorfoses e transformação.
Além disso, também fui ouvir a Andreia Marins falar sobre sua trajetória. ‘Escutar, trocar, aprender’, como disse a Karen. Nunca imaginei que se tornaria um mantra tão perfeito para aquele 2020!
Pois quando estava lá, ouvindo os relatos da Andreia, ficou ainda mais claro o quanto estamos todos fazendo parte da enorme transformação que o mundo vive. Que estamos todos estamos todos interligados e vivendo sob os mesmos preceitos nisso que chamamos de vida. Gostemos ou não, ‘tamo junto’ nessa grande rede, nessa grande sinfonia cósmica que é a vida. Por isso, o que você faz impacta o mundo todo, sim. Porque contribui com a realidade que todos vivemos. O que só aumenta a responsabilidade de cada um e de todos nós.
Lembrando do que Andreia contou naquela entrevista, sobre o quanto as mudanças de lentes dela sobre a vida impactaram o seu trabalho e a transformaram, volto para o início desse texto. Sim, a escolha dos nossos temas fala muito de nós, sobre o quanto aquilo que vamos pesquisando e nos apaixonando vai nos transformando, mudando nossas lentes. E com isso, aquilo que escrevemos.
