Dizem que a gente aprende quando ensina.
Para mim, isso não poderia ser mais verdadeiro e retrata lindamente o que vivi com a turma piloto da Formação em Astrologia Mulheril para astrólogas.
Era finzinho de julho quando, inspirada pela sede de conhecimento de duas astrólogas incríveis, propus a elas a formação. Imediatamente, as duas toparam e nascia ali a turma piloto dessa formação em modo intensivão.
Durante todo o mês de agosto, Verônica Borges e Juliana Moura e eu nos debruçamos sobre a astrologia mulheril e o meu método de leitura de mapas. E elas se revelaram parceiras astrológicas incríveis que a roda das mulheres planeta me deu!

As aulas-encontros tiveram muitos diálogos, insights, trocas, aprendizados, referências como Audre Lorde, bell hooks, Gerda Lerner, Richard Tarnas, Brian Swimme, entre outras. Muita desconstrução e reconstrução na forma de relacionar com a astrologia e de entender o céu e os astros. E, claro, ampliação de consciência e de percepção/visão de mundo, a partir do novo paradigma de cosmos, que nos vê como participantes ativos e engajados na vida e na evolução do universo e que propõe outras formas de nos relacionarmos entre nós, com a Terra e os demais seres, orientadas por justiça, êxtase, conexão, prazer, reciprocidade, igualdade e amor.

No finzinho de setembro, depois de um mês de pausa para assimilação e absorção do conhecimento, fizemos nossa última aula-encontro. E sai feliz feliz dela, vendo que aquilo que eu propus no final de Reviravolta no Céu: uma revisão feminista da astrologia, de nos ampararmos e trabalharmos juntas para construir um mundo a partir de uma nova cosmopercepção, estava se desdobrando ali.
Mais uma vez, tive certeza de que é na potência dos encontros (do céu, entre as mulheres-planeta; e os nossos aqui na Terra), que vamos disseminando novas narrativas, mudando histórias, tecendo coletivamente mudanças e provocando avanços nas mais diversas áreas, assim construindo a transformação que desejamos ver e viver por aqui.
Agora, com alguns ajustes, a formação volta em 2025.

