Mudança.
Eis aí um tema que me acompanha há anos.
Lá em 2005, escrevi uma crônica sobre Transmutar na Revista Mais que segue mais atual do que nunca.
Mais de uma década depois, o transmutar-se foi tema do meu primeiro romance, Num Sofá de Bolinhas – Amor & Terapia, lançado em agosto de 2019. Em sua busca pelo amor próprio, Babi, a protagonista dessa história, vive uma jornada de transformação e autoconhecimento que conquistou o coração de leitoras e leitores e esgotou nossa primeira tiragem em 40 dias. “O mudar, o transmutar-se é o ingrediente central da aventura da protagonista deste livro”, diz Ricardo Wainer, doutor em Psicologia e pioneiro em Terapia do Esquema no Brasil, que assina o prefácio da obra.
Com o livro, eu também me transformei.
Lançar o romance Num Sofá de Bolinhas de forma independente me ensinou o que é (na prática) ser escritora indie. Divulguei e levei o livro para eventos, postei exemplares no Correio semanalmente, conversei e interagi com leitoras e leitores de todos os lugares, organizei sessões de autógrafos em espaços fora das livrarias, participei da minha primeira Feira do Livro em Porto Alegre e até criei um walking tour no Moinhos de Vento no Airbnb baseado na história da Babi – que acabou pausado devido à pandemia. Além disso, também criei artes no Canva para a divulgação do Sofá nas redes sociais (como essas abaixo) e convites para as sessões de autógrafos.





E mês passado, minha segunda newsletter foi sobre a metamorfose das lagartas/borboletas.
Acredito que esse tema é tão presente no que faço pelo fato dos arquétipos da mudança e da transformação (associados aos planetas Urano e Plutão) serem fortes no meu universo interior, no meu mundo subjetivo. Na edição de hoje da newsletter, escrevi sobre isso, quando falei de uma palestra incrível que assisti do historiador cutural, psicólogo e astrólogo Richard Tarnas.
Com repertório que incluía Janes Joplin, Frank Sinatra, BB King e Joni Mitchel, para citar alguns, ele mostrou como aquilo que é mais associado a um artista, o que é mais característico nele, o que ele representa na cultura, são os arquétipos planetários mais fortes nele, no seu mapa da alma – escrevi lá.
Pra mim, essa é uma das potências da astrologia: nos ajudar a compreender o que é mais forte em nós e aciona o nosso poder criativo e cocriador (cocriador no sentido de criar em parceria com a vida, com aquilo que o momento que atravessamos propõe). E para ajudar mais mulheres a terem consciência dessas forças, dessas figuras que nos habitam, estou preparando um curso de astrologia para autogestão e autopercepção, que parte da ideia de reconhecer e nomear essas forças e identificar quais predominam em nós.
Estou muito animada e espero, em breve, apresentar aqui.
