“É possível resistir à invasão de um exército, mas não à invasão de ideias”.
Victor Hugo
Desde muito pequena, minha avó Dona Dileta me chamava de inventadeira.
Segundo meu tio Sul Brasil Pinto Rodrigues, professor doutor em Sociologia, o termo inventadeira é das nossas raízes culturais. “A inventadeira desequilibra um contexto. Faz uma tentativa de mudança do status quo em muitos sentidos”, explica.
Dito isso, ele então pediu que eu ampliasse esse texto sobre a inventadeira. O que faço no texto aqui.
Pra mim, a inventadeira é movida pela paixão por criar conexões inusitadas, fazer diferente e testar novas ideias. Curiosa que é, tem um caso intenso com o experimental.
Para a inventadeira, tão imprescindível quanto o ar que respira é experimentar o novo! Por isso, ela desafia o status quo, rompe com moldes e descarta padrões e modelos sem receios. E jamais se conforma com mais do mesmo.
Um exemplo de inventadeira na ficção é Clara Luz, a protagonista de ‘A Fada que Tinha Ideias’, de Fernanda Lopes de Almeida. Essa fada é uma revolucionária!! Nada conformada em seguir as regras descritas no Livro de Mágicas, ela não aceita o que lhe dizem, que sempre foi assim e ela precisa seguir as ideias e mágicas “emboloradas”, como ela diz, do livro.
Clara Luz tem ideias mirabolantes e quer fazer diferente! Quer inventar suas próprias mágicas! Quer experimentar. E assim ela faz: cria bolinhos de luz e chuva colorida, e inventa brincadeiras como escorregar no arco-íris e a modelagem de nuvens!
Não por caso, mas absoluta sincronicidade, dei vida à Clara Luz nos tempos idos de teatro na escola. E me identifiquei por demais com essa personagem e sua teoria para o mundo. Uma que adotei como norte para mim. Que teoria é essa?
“Quando alguém inventa alguma coisa, o mundo anda.
Quando ninguém inventa nada, o mundo fica parado.”
E não é que ela tem razão?
O que seria do mundo sem os inconformados com a realidade e com o ‘mais do mesmo’?
Sem os inquietos inventores, cientistas e pesquisadores?
Ou os ousados sonhadores de novas realidades?
Pense em Albert Einstein, Johannes Guttenberg, Martin Luther King, Katherine Johnson, Dorothy Vaughn, Mary Jackson e tantas outras ‘inventadeiras’ e inventadores que fizeram o mundo avançar!
Por isso, se assim como eu, você tem esse espírito inventador, não desanime diante das críticas e repreensões na próxima vez que você tiver uma ideia nada convencional e diferentona!
Assista o filme “Estrelas Além do Tempo”.
Leia Chris Guillebeau e Marília Rizzon. 😉 Fale com a Lila!
Lembre desses inventadores todos e inspire-se!! E como eles, comprometa-se com a sua ideia, dedique tempo, energia e amor a ela. Assuma responsabilidade e invista nela, no que você acredita! Empreenda. Faça. Experimente!
Faça isso por você e pelo mundo, que hoje precisa cada vez mais de pessoas que não se conformam com o razoável nada razoável, com o conforto desconfortável, com o respeito desrespeitoso, com a justiça que é injusta.
Sim, isso acontece!
Na Alemanha nazista, por exemplo, o extermínio nos campos de concentração (pasmem!) estava totalmente dentro da lei.
Por isso, faça com consciência, respeito e amorosidade. Com humanidade. Assim, você estará inventando para o bem de todo mundo. Pra fazer do planeta um lugar melhor pra todos.
