Se antes eu já era apaixonada por cartas e adepta nata da escrita expressiva, depois de ler O Caminho do Artista, de Julia Cameron, me tornei ainda mais convicta da força e poder que essas palavras lançadas sobre o papel possuem. Nas páginas que escrevo pela manhã.
Em seu livro, Julia sugere que todas as manhãs, nos debrucemos sobre o papel, despejando ali tudo que está falando alto demais em nossas mentes.
Dúvidas, preocupações, sentimentos, julgamentos, frustrações, enfim, tudo que ocupa esse espaço sagrado e mágico que é a mente e impede que haja vazio o suficiente dentro de nós para que possamos escutar a nossa voz mais autêntica e sábia e também criativa: a da alma.
E isso fez todo o sentido pra mim! Porque eu sempre curti essa ideia de escrever como forma de extravasar a ansiedade, expressar as dores que apertam o coração e dialogar com mais profunda e sagrada parte nossa, que é a alma.
É mesmo lindo e incrível como, à medida que vamos esvaziando a mente o coração, os pensamentos vão serenando. E aí, algo mágico começa a acontecer!
Nesse breve silêncio, outro tipo de diálogo vai despontando.
São insights e ideias que surgem de uma conexão com essa parte sagrada nossa que é a alma, e que nos ajuda a imaginar caminhos e respostas possíveis. Seja pra lidar com uma situação estressante e exaustiva. Seja no que se está criando. Isso me faz cada dia mais fã dessa escrita.
Pra mim, há tempos, essa é uma ferramentas linda pra conectar com a essência, dialogar com sentimentos, aliviar o coração, organizar as ideias, descongestionar emoções e conversar com a alma.
Imagem: Joanna Kosinska/Unsplash
