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Plutão simboliza a capacidade de desapego e morte/fim de algo para que o novo venha. Pense nas estações do ano e no que acontece com algumas árvores ao logo deste ciclo anual. Elas se desnudam totalmente de folhas e frutos, morrem simbolicamente, e depois voltam a florescer, em toda a sua exuberância e potência.
Aliás, já imaginou que desastre seria se as árvores resolvessem ser apegadas às suas folhas já sem vida e se recusassem deixá-las cair no outono? Um colapso, não é mesmo?
Da mesma forma, a força simbolizada por Plutão nos faz conscientes dos necessários finais & mortes – sejam ideias, conceitos, pensamentos, memórias, vínculos ou estruturas obsoletas.
Assim como o desapego, o luto é necessário e obrigatório para que o novo venha. Finais & mortes – sejam de ideias, conceitos, pensamentos, memórias, pessoas – precisam de lamento por um período, sim. O luto que vivemos ao final de cada ciclo é imprescindível para que possamos ir adiante de fato, sem ficar preso no limbo chamado apego.
Esse é o verdadeiro e maior poder que há na vida: abrir mão, desapegar de algo já moribundo antes que se torne tóxico, e transmutá-lo em vida nova.
Por isso, jamais esqueça que o apego de qualquer forma, seja por medo, conforto ou qualquer outro sentimento, irá bloquear a expressão dessa energia, provocando uma verdadeira implosão atômica, que nos devasta, enfraquece o nosso poder pessoal e suga a nossa libido. E, pior ainda, que nos conduz a abuso do poder, controle, coerção, manipulação e destruição.
Também nos aproxima e nos torna servos do Lado Sombrio da Força. E essa força atômica quando mau direcionada cria problemas épicos. Especialmente, quando entra em jogo a vontade de ter poder e ao apego a ele. É aí que o mundo desaba. Lembra do anel ‘precious, my precious’ de O Senhor dos Anéis? Por aí. O resultado é sempre catastrófico. Porque ninguém tem estofo pra controlar/direcionar um poder que é da vida.
Plutão nos conecta ao transmutar característicos dos ciclos, o modus operandi da natureza e do mundo que nos cerca. É a morte de algo como conhecemos para dar lugar a alguma coisa nova e imprescindível para a evolução. Porque sem isso, a vida não se perpetua. Afinal, tudo aquilo que se esgota e estagna, acaba morto. E assim, se torna vazio de propósito e defasado na natureza. E necessita e deve ser substituído. Acredite: sempre, sempre mesmo, há algo novo para substituir o que findou. Porque esse é o modus operandi da vida, do universo, dos cosmos.
‘Vida é um processo cíclico e de constante transformação’ Dane Rudhyar
MÚSICAS
Música e astrologia super iluminam uma à outra. Se a música nos faz sentir o tom, a vibração e a textura dos arquétipos simbolizados pelos planetas, a astrologia possibilita compreender, através da música, as qualidades arquetípicas presentes na vida de um artista, no espírito do tempo de uma época no mundo. Dá o play, fecha os olhos e sente a vibração plutônica dessas aqui.
