Eu poderia falar taaanta coisa sobre o show do U2 na noite da quinta-feira em São Paulo…
Que a noite estava perfeita, temperatura suuuper agradável e Lua Nova no céu.
Que a banda celebrava os 30 anos de lançamento do álbum The Joshua Tree, que dá nome ao tour que chega ao Brasil com quatro shows em São Paulo.
Que a história do U2 faz parte da minha história, tendo as músicas da banda servido de trilha de diferentes momentos da minha vida. Que os caras são phoda mesmo, porque independente de toda a parafernália high tech, são sempre os mesmos 4 caras em cima de um palco cantando – the soul out of them – e extasiando multidões.
Mas nada disso chega perto de descrever a experiência super blaster mega inspiradora que vivi no Morumbi na quinta-feira passada.
Pra começar, vou contar que o primeiro show da banda que vivenciei (!), confirmou o que sempre senti em relação às músicas do U2: elas transcendem letra & melodia e são quase mantras. E quando entoadas por milhares de vozes unidas em um só coro, forma uma egrégora tão poderosa, tããão intensa, que toca a alma e eleva o espírito. Alegra o coração. Arrepia o corpo inteiro. Uma energia realmente capaz de mudar e elevar qualquer frequência vibracional.
O que, pra mim, tem muito a ver com o dna da banda.
Desde os seus primórdios, o U2 expressa em suas letras o anseio por uma sociedade mais humanitária, com mais justiça e igualdade e menos opressão às pessoas – o que todos desejamos. Um mundo com mais amor e menos ódio e rancor. E pra falar de amor, eles falam das coisas da alma, daquilo que vem das entranhas. Porque é nessa esfera aí, a dos sentimentos, que todos somos um só e igualmente humanos. São os anseios da alma que nos tornam iguais. E isso está tão na essência, no dna do U2 , que se tornou a assinatura da banda.
O que muita gente chama de marketing é, na verdade, autenticidade genuína. Blueprint. Identidade.
Astrologicamente, o U2 é uma banda com uma forte influência netuniana. Ou seja, uma capacidade incrível de se conectar aos anseios psíquicos latentes na Alma Mundi (o inconsciente coletivo), com os sonhos e anseios de uma geração, e traduzir esse espírito de um tempo em letras que fazem todo o sentido e, por isso, dialogam com a alma da pessoas. O que se mostra em vários momentos do show.

Um deles foi quando Bono convidou as pessoas a erguerem as mãos e impôs suas mãos sobre a galera. Gente, a energia mais parecia um reiki coletivo, de tão intenso! Dava pra sentir na pele ali na pista! Outro foi ao cantar One, no finzinho do show. Ao introduzir a canção, ele diz que o mundo fica mais forte quando nos unimos e agimos como um só. E com a bandeira brasileira estourada no telão como pano de fundo, ele convida todos a cantar com ele o seguinte:
– There’s no ‘them’, only us. (Não existe ‘eles’, apenas nós)
Aliás, não é só nesse momento que o U2 mostra interesse em se conectar às pessoas e questões humanas e sociais do país e público que os acolhe.
Uma câmera às costas do baterista Larry Mullen Jr exibe a frase ‘censura nunca mais‘, dando voz a um embate atual nosso. Na abertura do show, em sua primeira interação com o público, Bono diz que se realmente queremos alguma coisa, o universo conspira a favor – hello Paulo Coelho. Pouco depois, ele pede que as luzes do palco sejam desligadas, para que possamos olhar para o céu e diz
– Não vemos estrelas no céu hoje. Na verdade, vejo sim: Renato Russo e Cazuza.
Outro momento que mostra respeito e atenção ao país onde a banda toca é durante a canção Ultraviolet, escrita por ele em homenagem à sua mulher, a ativista humanitária Ali Hewson. O telão ao fundo vai, então, exibindo imagens de movimentos mundo afora liderados por mulheres e de mulheres que fizeram e fazem a diferença no mundo, como Frida Khalo, Eva Peron, Patti Smith e Angela Merkel e brasileiras como Tarsila do Amaral, Irmã Dulce e Maria da Penha. E Bono convoca:
– Mulheres do mundo, uni-vos.
Ele diz que são as mulheres que vão reescrever a História, por sua capacidade de persistir e perseverar.
Aliás, não só nesse momento a banda reverencia a soberania feminina, em um maravilhoso exemplo de Marte evoluído que o mundo precisa – acessa aqui pra saber do que eu tô falando. Isso também é visto quando Bono canta Mothers of the Disappeared de joelhos perante a imagem de mulheres de diferentes raças, todas elas empunhando velas, que ocupa o telão de fora a fora no palco. Ou no momento captado pela fotógrafa Bárbara Coufal, quando The Edge toca sob o laço de uma cowgirl americana. Aliás, todas as fotos aqui foram feitas pela Bárbara, minha parceira de show e tietagem no Morumbi na quinta-feira! 🙂

Tudo isso somado à paixão dessa fã aqui pelo U2 fez do show uma experiência incrivelmente high vibe/high spirits! Uma experiência cuja energia transcende o propósito de entreter e fazer cantar, e inspira amar & respeitar uns aos outros, em todos os seus tons e cores. E assim, humanizar mais e mais nossas relações, uns com os outros e com o mundo. Muita inspiração!!! Muuuuita energia! E estado de graça!! Gracias, U2!
PS: leia mais sobre essa noite aqui.



Muuuuita energia!
