É namoro ou amizade?

Se a fórmula de muito dos romances que tenho lido nos últimos meses se aplicasse também à vida nossa de todos os dias, tenho uma amiga que hoje estaria prestes a casar.  Porque a história que ela vive segue um enredo muito parecido com os destes livros: o encontro inesperado, a atração imediata, a química perfeita, a mulher que é diferente de todas as outras e surpreende, a busca constante dele por estar próximo a ela, a cumplicidade e a intimidade compartilhadas também fora da cama. Tal qual os romances que li. #igual

Bem, quase tudo…

Fosse um destes livros, após 400 dias, a dupla não estaria mais se examinando tanto para definir o próximo passo a ser dado. E, principalmente, o bonitão musculoso já teria admitido a si mesmo, aos outros e à minha amiga o seu desejo. E, sim, teria dado o próximo passo, ao invés de ainda protagonizar a fase ‘é namoro ou amizade, Silvio?’  Até porque, convenhamos, nenhum dos dois está mais na casa dos 20. Pelo contrário, ambos estão à beira dos ‘enta’.

Pois é…

Depois de dialogar com minha amiga na manhã de hoje e de outros tantos papos que tive com a mulherada nas últimas semanas,  os ‘???’  se multiplicam em minha cabeça. Sério mesmo que, depois de tanto tempo, ainda precisa esse jogo de gato e rato?  Ainda não dá pra demonstrar clara e abertamente o que cada um sente, é isso? Nem depois de um ano? Tipo assim, ainda precisa todo esse jogo? E por quanto tempo? Aliás, relacionar virou mesmo um game, então?

Pensei. Pensei. Pensei. E não conclui nada. Pelo contrário, ganhei mais dúvidas. Seria isso fruto de algum problema dele com relacionamentos? Algum trauma ou trava? Ou especificamente, do relacionar com ela? Ou, como diria Greg Beherendt,  apenas uma desculpa para o fato de que  ‘ele simplesmente não está tão afim de você’?

Tem alguma coisa aí que eu realmente não compreendo. E quanto mais pondero, cada vez mais acho muito Djavan isso tudo: “Você disse que não sabe se não,  Mas também não tem certeza que sim … Só dizer sim ou não, Mas você adora um se”.  Aliás, eis aí o se que não me agrada

A única coisa que tenho certeza é que, se fosse um romance como os que li, mesmo com todas as complicações que os protagonistas vivem nele, essa história já teria tido o seu final feliz. Um desfecho, quero dizer. E não estaria mais djvaneando no  ‘Se’.