Música, paz & high spirits

Desde a minha adolescência, sou fã da Madonna – e lá se vão alguns bons anos. Pela transgressão, ousadia e ritmo, claro. Afinal, adoro dançar desde sempre e suas músicas incendeiam qualquer pista. Em dezembro de 2012,  fui ao show da diva pop em Porto Alegre na maiar expectativa.  E, sim, dancei muito na pista premium e curti o espetáculo de entretenimento que justificou cada centavinho do ingresso. Mas senti falta de emoção, de qualquer tipo de diálogo com o sentimento.

Excesso de produção, carência de coração.
High tech. Low touch.

Exatamente o oposto do show do Playing for Change que eu assistira dias antes no Opinião, também na capital gaúcha.   Zero em produção, mas 200% em alma, emoção, carisma e conexão. Uma noite em que a combinação de verdade e talento vinculou sentimentos e gente de diferentes estilos e tribos, e formou uma egrégora linda linda linda. Todos em um só pulsar, uma só vibração, uma só intenção: música, paz, amor e high spirits (alto astral). E foi exatamente assim que minha amiga Naná, eu e todo mundo que lá estava, saímos do show.  Com o espírito leve e a alma lavada. E em puro estado de gratidão.

Você conhece o Playing For Change e sua proposta linda?

Os caras tiveram o insight  em 2002: fazer um filme retratando a música das ruas e como ela conecta as pessoas de todos os lugares. Pois a ideia não só deu super certo, como cresceu e se transformou. O que começou como um filme, virou um grande projeto.  Hoje, a Playing for Change (PFC) vai além da música e é também uma fundação que tem mais de mil alunos em 12 programas espalhados em todos os continentes.

Garantir acesso à educação musical pra quem assim deseja é a missão dos caras. Para eles, quando uma criança aprende música, ela ganha aptidões,  auto-estima e confiança, que lhe darão base para o sucesso em outras áreas da vida. Algo como ‘o dom da música hoje garante um melhor futuro amanhã’.  Muito lindo isso, não é?

Por fim, na base de tudo, está o mote central do Playing for Change:  a ideia de que paz e mudança são possíveis através da linguagem universal da música, já que ela conecta as pessoas.  Algo sempre explícito nos vídeos deles, como esse aí embaixo, que marca o começo de tudo desta linda história.

Ah, a intenção. Sempre ela.

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