Entusiasmo & confiança, Júpiter

Eis que chegamos aos domínios de Zeus, rei dos deuses e dos seres humanos na Mitologia grega, e com quem iniciaremos a segunda etapa da desta nossa jornada.  Do alto do Monte Olimpo, ele governa soberano o céu e a terra. Na origem de seu nome, entendemos que força ele simboliza. A partícula ‘jou’, originada do sânscrito ‘dew’, significa luz, brilho e claridade. ‘Piter’, por sua vez, deriva de ‘pater’, que é pai. Júpiter, portanto, significa pai da luz, da clareza.

Logo, a força que Júpiter simboliza é a luz divina (o pai) que ilumina a consciência com sua clareza.Não por acaso, a figura mitológica de Zeus carrega raios como símbolo do seu poder de revelar a verdade nossa e de provocar inspiração repentina. Em contato com a  sabedoria divina que nos habita, a do coração que Júpiter nos  faz entusiasmado e confiantes para partilhar com o mundo a nossa missão.

A honestidade para com a nossa autenticidade passa, então, a nos guiar e entusiasmar, impulsionar nossas escolhas e nos leva a viver confiantes em nós e no mundo – e  não apenas ao triste sobreviver. Sim, sim, sim. E tudo isso começa quando compreendemos e contemplamos o divino não como uma força externa e separada de nós, mas como consciência que nos habita e nos conecta à fonte de tudo no universo, como já ensinava a sabedoria da Antiguidade.

Pois é assim que nos tornamos soberanos do céu (nossa consciência) e da Terra (nosso corpo).  Imperadores de nossas vidas. Tomamos posse dos potenciais, dos talentos, daquilo que dispomos. Daqui surge a confiança na nossa missão e o respeito por nós mesmos, bem como nas bênçãos da vida.   Júpiter simboliza esse impulso interior que nos leva a enfrentar o desconhecido, as tarefas e provas do caminho, com determinação e confiança, impulsionados pela força de viver a nossa verdade, o propósito da nossa natureza.  Algo que não apenas nos cabe, mas a que temos direito também. Aliás, é por isso que merecimento, oportunidades, sorte, riqueza, prosperidade e abundância são associados à este planeta.

A desconexão com essa força e com a nossa natureza interior pode causar conseqüências desastrosas em nossos reinos e na nossa jornada. Seja pela falta ou pelo excesso. De um lado, desponta a megalomania e a ganância de querer tudo, ao invés de escolher apenas o que é verdadeiro e necessário a natureza nossa. Na outra ponta, surge a incapacidade de reconhecer e usufruir de oportunidades e possibilidades que se manifestam ao longo do caminho, por não nos acharmos dignos, capazes ou merecedores das benesses com que a vida nos agracia.