Desistir do novo sem tentar, jamais!

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Era dia de treino novo. Tudo ia muito bem, até que chegou o último exercício da manhã. E travei. Congelei. Não saia do lugar.  Eu não conseguia executar o dito cujo. E quando dei por mim, estava dizendo em alto e bom som:

– Eu simplesmente travei. Não consigo…

Sei  lá eu o que me bloqueava, mas o fato é que eu não saia do lugar.  E não vá você pensando que era algo super-mega-master espetacular que exigisse contorcionismos, malabarismos, força extrema ou algo assim. Nada disso.  Apenas um desafio novo.

E eu lá…  Travada. Mas também, sem vontade alguma de desistir e querendo muito executar o dito cujo.

Afinal, se tem algo que me norteia nessa vida é a convicção de que não se deve desistir  seja-lá-do-que-for sem ao menos tentar. E no piso macio do estúdio onde treino é onde me percebo praticando essa afirmação. Aceito os desafios que me são propostos sem me perder em pensamentos e conjecturas. Me entrego a eles, confiando em meu condicionamento e capacidade.  Vou lá e faço. Simples assim.

Aliás,  acaba de me ocorrer uma ideia: não deveria ser assim com tudo na vida? Essa postura, quero dizer.

Como assim? Explico. Sabendo que temos ferramentas, condições, preparo AGORA, ao invés de conjecturar se somos ou não realmente capazes de fazer algo novo, não seria mais produtivo e eficaz tentar? Se permitir o desafio de experienciar o novo para ver o resultado, exatamente como se faz nos treinos?

Pois é.

E eis eu aqui dialogando sobre como uma atividade tão despretensiosa quanto treinar numa manhã qualquer pode ser inspiradora e se revelar plena e abundante de oportunidades para mudar, transformar, desafiar,  romper rotinas e paradigmas. Para treinarmos o músculo nosso do novo, do se jogar no desconhecido. Do mudar, enfim.

Quanto ao desafiante exercício?

Claro que fiz! Nas primeiras vezes, contei com a ajuda de uma linda e leve bola de plástico vermelha, um apoio que minhas treinadoras Luana e Ana sabiamente me deram para que eu ganhasse a confiança necessária. Com ela, logo aprendi o movimento. E agora, me jogo na execução dele sem bola, trava, dificuldade ou receio algum.  E com mais certeza e convicção de jamais desistir sem ao menos tentar o novo.