Desesperada para casar # 4

Meia hora antes do combinado, Lu começou a se vestir. Escolheu o vestido mais provocante que trouxera, uma vez que era o primeiro jantar deles. E ela estava se esmerando na produção para a noitada. Pontualmente às oito horas, o interfone do quarto tocou.

– Seu Wanderley está aqui embaixo esperando! – disse uma voz com o típico sotaque da cidade, provavelmente do recepcionista.

Luciana desceu as escadas rapidamente, ansiosa pelo encontro.  Caubói, que lhe aguardava em pé, na recepção, estava no maior estilo country. Calças justas, camisa com franjas, botas e, claro, um chapéu. Tão logo avistou sua princesa, foi ao encontro dela.

– Como você está linda com esse vestido, Lu! – disse, com um olhar cheio de admiração para sua amada.

– Obrigada! – agradeceu ela, ficando com as bochechas vermelhas.

Ele pegou, então, sua mão e conduziu Luciana porta afora. Destrancou o carro e subiu, postando-se em frente ao volante.

–  Sobe logo, princesa – gritou ele, vendo Luciana parada ao lado da porta do carona, ainda fora do carro.

Desajeitadamente, ela subiu na barulhenta F 1000 do namorado. “Poxa! Imaginei que, ao menos, ele abriria a porta para mim!”, pensou desolada.

–   A gente vai jantar em um lugar bão demais sô! – declarou. – É o bar do agito aqui na cidade.

Agito não era exatamente o que a Luciana havia imaginado. Ela pensara em um jantar à luz de velas, bem romântico! Mas, como tudo estava saindo diferente devido ao teste, ela resolveu não se estressar e apenas curtir o caubói ao seu lado.

Continua aqui.

PS:  ‘Luciana, desesperada para casar’  é uma das primeira histórias que escrevi,  inspirada nas protagonistas desastradas dos livros que me divertiam no raiar de 2004. Um tempo em que as protagonistas não contavam com a ajuda de facebook, instagram, tinder, what´s app ou do falecido orkut.