Desesperada para casar # 12

As lágrimas de decepção começaram a correr pelo seu rosto tão logo ela fechou a porta do quarto. Sentindo-se mais sozinha do que nunca, tudo o que ela queria era voltar para Porto Alegre, para suas amigas e até para o consolo da família. Abriu a mala em cima da cama e começou a dobrar as roupas. Antes que terminasse, Luciana foi surpreendida com várias batidas na porta.

Assustada, logo imaginou ser um assalto. “Ai, Meu Deus! E agora?”, pensava, aterrorizada. Ela correu até o interfone e tentou a recepção. Ninguém respondia. O coração de Luciana disparou e começou a bater tão rapidamente que ela podia senti-lo na garganta. Assustada com o som do interfone tocando, ela soltou um grito!

– Alô! – disse assustada, em pânico.

– Dona Luciana, a ex-mulher do seu Wanderley subiu aí pra falar com a senhora! – falou o rapazote da portaria. – Ela fez isso enquanto eu buscava água. – explicou-se, bastante nervoso.

Ex-mulher?  Como assim? Ele sempre dissera ser solteiro!

Curiosa, Luciana caminhou até a porta e, antes de abrir, perguntou:

– Quem é?

– É a Roserlaine. – respondeu uma voz de mulher do outro lado. – Sou a mulher do Wanderley e quero ter uma prosa com você.

Sem acreditar no que ouvia, Luciana destrancou a porta e abriu uma fresta, pela qual avistou uma mulher de seus trinta anos. A tez jambo era realçada por olhos verdes e longos cabelos escuros. Nem baixa, nem alta. Nem gorda, nem magra. Cheia de curvas acentuadas e dona de seios fartos.

– O que você quer? – perguntou, trêmula, Luciana.

– Já disse. Levar uma prosa com você – respondeu ela, séria.

Disposta a saber quem o namorado realmente era, Luciana abriu a porta e a mulher entrou.

Continua aqui.

PS:  ‘Luciana, desesperada para casar’  é uma das primeira histórias que escrevi,  inspirada nas protagonistas desastradas dos livros que me divertiam no raiar de 2004. Um tempo em que as protagonistas não contavam com a ajuda de facebook, instagram, tinder, what´s app ou do falecido orkut.