Desesperada para casar # 10

Passava das seis da tarde, quando Wanderley mais uma vez passou no hotel com sua F 1000 sem ar condicionado para buscá-la. Foram a um grande supermercado, comprar gelo, cerveja, carne e uma saladinha para Luciana. Tudo para o passeio do dia seguinte.  No caixa, a mesma situação constrangedora do almoço se repetiu. E, sem graça e sem vontade de ver ruírem os planos de casamento, ela acabou pagando metade de toda a conta.

Dali, seguiram para outro bar bacana da cidade, onde curtiram um happy hour com petiscos, chope e música sertaneja, claro. Depois do décimo copo de chope, Luciana criou coragem para perguntar alguma coisa sobre a vida do caubói. Sua razão mandou que ela pegasse leve, para não assustar Ley.  Resolveu, então, falar da loja.

– Eu vi no jornal, hoje pela manhã, o anúncio de página da loja – começou a falar a secretária. – Eu não imaginava que eram várias lojas! É só você e sua mãe que administram? Ou você tem uma franquia de uma rede? – perguntou.

Por um momento, Lu pode jurar que ele havia ficado assustado. Mas a impressão logo passou, quando ele abriu um sorriso enorme e disse:

– Princesa, vamos falar de outra coisa, por favor! – pediu. – Eu trabalhei a semana inteira! Agora, quero é descansar e curtir você aqui! – concluiu o assunto.

– Tudo bem! – concordou, relutante, Luciana. Realmente, era preciso ir devagar.

Continua aqui.

PS:  ‘Luciana, desesperada para casar’  é uma das primeira histórias que escrevi,  inspirada nas protagonistas desastradas dos livros que me divertiam no raiar de 2004. Um tempo em que as protagonistas não contavam com a ajuda de facebook, instagram, tinder, what´s app ou do falecido orkut.