A criatividade & a voz do coração

“A criatividade vive dentro de nós até que seja manifestada, negligenciada
até a morte ou sufocada por ressentimento. As únicas contribuições
originais que faremos ao mundo nascerão da nossa criatividade.”
Brené Brown, pesquisadora e TED speaker.

Tudo começou quando li o livro da Brené Brown e logo depois assisti uma palestra do consultor em educação e criatividade, o britânico Ken Robinson. Nela, ele explica que, apesar de tão idolatrada e valorizada no mercado nos dias de hoje, a criatividade não é nada incentivada na formação e na vida de grande parte das pessoas. Pelo contrário, é tolhida.

Super concordo com ele. Testemunhei, com uma frequência expressiva em análises de mapa astral, casos de pessoas com DNA altamente criativo latente no coração, mas ausente na mente pela sucessão de experiências e referências de vida que acabam abafando e tolhindo a autoexpressão criativa.

Sim, a gente constrói ou destrói o potencial criativo a partir das nossas próprias referências, do nosso contexto de vida. E sim, como diz Ken Robinson, a criatividade está latente em todos nós. Para acessá-la, devemos ouvir a voz do coração. Sem se conectar com ela, não há autenticidade. Sem autenticidade, não há criatividade. Porque o criar não se sustenta. É abafado. Padece. Não se manifesta. Caputz. Morre.

Sim, precisamos incentivar a criatividade. Afinal, inovação requer esta competência. Solucionar problemas, também. O mundo hoje pede que sejamos criativos. E tudo, mais uma vez,  começa com ser autêntico, fiel ao propósito e significado de vida. Sim, à tal voz do coração. Isso é que nos faz compreender e legaliza o nosso próprio processo de criar. O que nos faz sentir e despertar esta bela adormecida.

Mas o que é essa tal voz do coração?

Explico usando as palavras desse autor que revolucionou minha vida e cujas convicções respaldaram e validaram minhas crenças.  Compreendo que ouvir a voz do coração seja similar ao que Ken Robinson, autoridade em criatividade e educação, chama de Elemento-chave. Porque é exatamente assim que eu entendo a ‘voz do coração’.

“Elemento-chave é o lugar onde o que você gosta de fazer se encontra com o que você faz bem. Ele se manifesta de maneira diferente em cada pessoa, mas seus componentes são universais. Encontrar o elemento-chave implica descobrirmos nossos próprios talentos e paixões. … Encontrar o Elemento-Chave em você mesmo é essencial para descobrir o que você pode realmente fazer e quem você realmente é. “  Ken Robinson

Não tenho dúvidas  que são as pessoas conectadas à voz do coração  que fazem toda a diferença para as empresas. E para o planeta. Por reconhecerem significado naquilo que fazem, são apaixonadas pelo que produzem e criam. São pessoas plenas e realizados com suas vidas e carreiras, que não desperdiçam os dias apenas esperando pelas sextas-feiras. São pessoas que contagiam, com luz e brilho no olhar. E irradiam o propósito que habita o coração.

Texto de Março de 2013