O apaixonante ofício da escrita

DIALOGOS 5

Escrever histórias é inspirador.  É um processo apaixonado e apaixonante de alquimia, de transmutar intenções e propósitos em tramas,  conexão, significado, vínculos. Sim, sim, sim. Histórias têm esse poder. Por isso, me encanta tanto com elas trabalhar.

Por quê? E pra quê?
Sempre inicio meu trabalho com uma ponto de interrogação. Por quê? Pra quê? O propósito é a principal compreensão do que vou contar.  Por isso, sempre ouço e presto atenção – seja a minha voz interior ou o cliente à minha frente. Silencio para escutar e deixar a sensibilidade e a intuição apreenderem os anseios subjacentes. A intenção. O propósito.

Por que o propósito dá a direção!
Sim, ele é origem e o fim de tudo.  O que define a direção que a história devem tomar. O que dá seu tom e ritmo. O que anima e dá vida às palavras. Ao compreender o propósito, os anseios subjacentes, o porquê, nos conectamos com o todo. Temos uma visão ampla da história em um contexto maior e um universo de possibilidades se desenha à minha frente.

Com todo o coração
Aí, uma série de conexões criativas se desencadeia. Razão e sensibilidade em uníssono, eu começo a criar.  Dialogo com a intuição, as anotações, a memória, a sensibilidade, as emoções, as percepções. E, claro, com as palavras. Dou vida à história. E  como é com tudo que é feito com o coração, eu me entrego.  Apaixonadamente.  Absolutamente. Plenamente. A única coisa que existe no momento é o texto que surge à minha frente.  Eu, ele e o nosso inspirado relacionamento.

Deixar ir: entregando ao mundo
And now, the end is near… Como canta Sinatra, o fim se aproxima. É momento de deixar ir a criação.  Antes disso, no entanto, voltar a dialogar – comigo ou com o cliente. Para aparar excessos, revisar, cuidar com afeto e carinho a história para que ela cumpra o seu propósito. Feito os ajustes, é realmente final de ciclo. The end.  Finito. É hora de entregar e confiar ao mundo a história,  fiel à intenção, ao porquê que tudo originou.

E lá vou eu, tudo outra vez
E assim, cá estou, pronta para contar outra história. E quando surge um novo porquê, lá vou eu…  E começa tudo outra vez.