A gente não fica velha, fica loira

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Ouvi a frase aí de uma amiga tempos atrás, quando eu circulava com minhas melenas escuras em Miami.  Na época, dei risada e descartei a hipótese. E jamais imaginei que, seis meses depois, eu não só estaria concordando com minha amiga, mas adotando a frase aí como lema meu. Parecia impossível fazer isso, pois no meu universo, apenas os tons escuros de tonalizante eram capazes de cobrir os fios esbranquiçados na raiz de forma saudável ao organismo.

Não que eu nunca tivesse feito nada. Muito pelo contrário! Décadas atrás, pelas mãos da incrível  Ieda Xavier, mega talentosa expert em coloração e minha eterna fada madrinha dos-cabelos-com-química, descobri os 50 tons do ruivo!  Experimentei vários estilos, de  Jessica Rabbit à Christina Aguillera.  Como boa fada madrinha que é, Ieda sempre me incentivou a ousar e quebrar paradigmas ao dar forma aos anseios capilares meus.

Assim,  como tudo na vida, certezas e paradigmas estão aí para serem desafiados e quebrados.  E os meus começaram a ruir em um singelo café da manhã com minha mãe.

Analisando com atenção as melenas castanho-aloiradas de minha progenitora, constatei que a raiz branca dela era praticamente imperceptível.  Nela, o branco não gritava, se exibia e nem se impunha contrastante, como no meu tom castanho escuro. Pelo contrário, os fios sem cor convivem em absoluta harmonia com os aloirados.

Uau, é isso! Pensei.

Duas semanas depois, sentei na cadeira da minha talentosa e sempre inspirada cabeleireira, a Diana Sartori, e despejei tudo que havia constatado. E lancei meu desafio e dúvida: me tornar loira sem abrir mão do tonalizante no retoque de raiz a cada 20 dias.  Depois de analisar minhas melenas, Diana, que conhece meus fios e anseios super bem, sentenciou:

– Vai dar, sim!

Cada célula do meu corpo vibrou com a boa nova. E assim, começava a nascer a minha versão blond ambition.  Uma quebra de paradigma e também uma transformação beta, ainda não finalizada, em andamento, como a natureza e a essência de tudo no universo.

Aliás, sei que depois dessa mudança virá outra, que irá quebrar um outro paradigma: o da frase que dá título a este texto.  Porque depois de ver as melenas lindas, grisalhas e longas da exuberante Yasmina Rossi – e de tantas outras francesas – eu já posso afirmar: a gente não fica velha, nem loira. Fica linda e divonicamente grey.